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BC reduz previsão de crescimento da economia para 1,4% este ano

em Manchete
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
BC temprario

BC temprario

A revisão reflete o arrefecimento na atividade econômica.

Foto: Divulgação/Internet

O Banco Central (BC) reduziu a previsão de crescimento da economia este ano. A projeção para a expansão do PIB passou de 1,6% para 1,4%, de acordo com o Relatório de Inflação, divulgado ontem (27), em Brasília. “A revisão reflete a incorporação dos resultados do PIB no segundo trimestre e o arrefecimento na atividade econômica após a paralisação no setor de transporte de cargas”, diz o BC, no relatório.
A projeção do crescimento anual da agropecuária passou de 1,9% para 1,5%. Para a indústria, de 1,6% para 1,3%. O setor de serviços deve apresentar crescimento de 1,3%. A estimativa para a variação anual do consumo das famílias recuou de 2,1% para 1,8%, “em linha com a evolução mais gradual do mercado de trabalho e com recuo de indicadores de confiança dos consumidores”. A projeção para o consumo do governo deve registrar recuo de 0,3%. A expectativa para o crescimento das exportações foi reduzida em 1,9 ponto percentual para 3,3%, e a variação das importações foi revisada para 10,2%, ante 5% na projeção anterior.
Neste relatório, o BC também divulgou a projeção para o crescimento do PIB em 2019, que ficou em 2,4%. “Essa projeção é condicionada a um cenário de continuidade das reformas, notadamente as de natureza fiscal. Também incorpora expectativa de iniciativas que visam a aumento de produtividade, ganhos de eficiência, maior flexibilidade da economia e melhoria do ambiente de negócios”, diz o BC.
Em 2019, os setores agropecuário, industrial e de serviços devem avançar 2%, 2,9% e 2%, respectivamente. As taxas de crescimento esperadas para o consumo das famílias e para a formação bruta de capital fixo são de 2,4% e 4,6%, nessa ordem. A estimativa para a expansão do consumo do governo é de 0,5%, “em cenário de restrição fiscal”. Exportações e importações de bens e serviços devem crescer 6 % e 5,9%, respectivamente (ABr).