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Alckmin nega ‘desmonte’ na Polícia Civil e promete novos policiais

em Manchete
sexta-feira, 03 de março de 2017
Daia Oliver/Arquivo R7

Daia Oliver/Arquivo R7

Alckmin afirmou que lei fez o Estado perder 1.700 policiais.

São Paulo – O governador Geraldo Alckmin negou na sexta-feira (3), que haja um desmonte na Polícia Civil do Estado diante da defasagem de delegados e investigadores. Alckmin disse que 442 policiais recém-nomeados serão colocados em serviço em abril e que pediu uma lista ao secretário estadual da Segurança Pública, Mágino Alves, para chamar mais concursados.
Levantamento do Sindicato dos Delegados (Sindpesp) aponta que 256 dos 645 municípios paulistas não têm delegado titular. O sindicato afirma que a Polícia Civil apresenta um déficit de 9 mil cargos e passa por um processo de “sucateamento”. O secretário-adjunto da Segurança Pública, Sérgio Turra Sobrane, reconheceu que há deficiências de pessoal, mas que o quadro não está impedindo as investigações. Também disse que nem todos os municípios precisam ter um delegado titular e que, onde houver mais necessidade, o Estado vai suprir em futuras nomeações.
Alckmin e Turra estiveram em cerimônia de inauguração de obras no pronto-socorro do Complexo Hospitalar Padre Bento, em Guarulhos. A jornalistas, governador e secretário-adjunto apontaram a aposentadoria compulsória de policiais civis aos 65 anos como causa da saída em massa de profissionais do efetivo do Estado. A regra foi aprovada pelo Congresso, sancionada pela então presidente Dilma em 2014 e derrubada por outra proposta legislativa no ano seguinte.
Alckmin afirmou que a lei fez o Estado perder 1,7 mil policiais enquanto esteve vigente. “De jeito nenhum (há desmonte). Nós perdemos policiais porque o Congresso aprovou uma lei absurda há dois anos, quando a população está vivendo mais”, disse. “Teve delegado com 65 anos que não podia trabalhar mais, nós perdemos 1,7 mil policiais. A lei é tão absurda, e foi sancionada pela presidente Dilma, que um ano depois mudou, mas quem saiu não pode voltar mais” (AE).