Alckmin cobra política fiscal ‘duríssima’ de Temer

Rovena Rosa/ABr
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Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Sertãozinho – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, cobrou ontem (23), do presidente da República em exercício, Michel Temer, a adoção de um novo tripé macroeconômico baseado em uma política fiscal “duríssima”, uma política monetária com juros mínimos e ainda um câmbio competitivo para beneficiar exportadores. As medidas seriam adotadas na chamada “segunda largada” de Temer, ou seja, com a efetivação do presidente ainda interino após a cassação da presidente afastada Dilma Rousseff.
“É fundamental que nessa segunda largada (Temer) adote uma política fiscal duríssima, uma política monetária com taxas de baixíssima, a exemplo do que ocorre em todo o mundo, e um câmbio competitivo”, disse Alckmin durante a abertura da Fenasucro 2016, principal feira da indústria sucroenergética do País, em Sertãozinho.
Alckmin citou o próprio setor produtivo de açúcar e etanol para defender também que o governo adote regras claras e estáveis para a indústria alcooleira retomar os investimentos suspensos após ao menos cinco anos de crise. “Um setor dessa importância não pode ficar dependendo da boa vontade do governante. Primeiro congela a gasolina, depois libera; cobra a Cide, depois tira”, exemplificou.
“É preciso regras estáveis que definam a participação do etanol na matriz de combustível e da cogeração na matriz de energia”, completou. Apesar da cobrança sobre a política econômica do governo, Alckmin disse que o PSDB seguirá com o apoio ao presidente Temer por conta da responsabilidade do partido, que integra o novo governo, em colaborar nas mudanças do País (AE).

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