Três dicas para formar a sua equipe dos sonhos para trabalhar

Muitos líderes se referem ao “time ideal” e, principalmente, ao desafio que é montar essa sonhada equipe. Essa preocupação ficou ainda maior em tempos de pandemia da Covid-19, em que os profissionais trabalham distantes fisicamente diante do isolamento social. Mas, afinal de contas, existe alguma “fórmula mágica” para montar uma equipe dos sonhos?

O que esse líder interessado em formar um ótimo e bem engrenado time de trabalho deve levar em conta na hora de selecionar os colaboradores? Como colocar os escolhidos nas funções certas? Todas as escolhas e decisões devem partir da liderança ou cada um pode assumir a responsabilidade pelo processo da construção desse time?

Pode parecer um tanto excessivo, mas essas perguntas surgem com mais frequência do que se pode imaginar. A partir daí, é possível perceber como as decisões das lideranças se tornam importantes tanto na hora da escolha quanto para inspirar esses times. Prova disso, a pesquisa realizada pelo Instituto Gallup nos Estados Unidos aponta que os líderes em cargo de gerência são responsáveis por 70% do engajamento de suas equipes.
As decisões de escolher e colocar os colaboradores nas funções influenciam e muito nesse engajamento. Para Susanne Andrade (*), autora do best-seller “O poder da simplicidade do mundo ágil”, isso indica que o papel do líder é sim fundamental na construção da equipe, mas houve transformações. “Se no passado era responsabilidade apenas do gestor montar um time de alta performance, no presente a realidade é diferente.

O líder é importante facilitador do processo, mas o mindset mudou, pois a responsabilidade por fazer acontecer é de todos os profissionais”, explica.
Para auxiliar as lideranças, a especialista destaca três dicas que são essenciais na hora de formar a sua equipe dos sonhos para o trabalho.

  1. Autoconhecimento para o protagonismo – Um levantamento da SkillSurvey destaca que 77% dos empregadores e líderes consideram as soft skills tão importantes quanto as hard skills. Investir no desenvolvimento das habilidades não técnicas é um diferencial na carreira do profissional e a principal base para desenvolvê-las é o autoconhecimento.

Quando o colaborador passa a entender melhor as suas forças, os seus pontos a serem desenvolvidos e qual trajetória deve seguir. Já foi o tempo em que as empresas eram as responsáveis pela carreira do profissional. Apesar de algumas companhias ainda assumirem essa postura, a tendência é de que essa responsabilidade fique cada vez mais na mão de cada um.

Dessa forma o colaborador começa a entender qual deve ser o seu posicionamento, o papel precisa assumir e como melhor contribuir para o resultado de um contexto, ao adotar a postura de protagonista de suas escolhas. Isso leva a um impacto positivo ao fazer parte de uma equipe de maneira madura e consciente.

O líder deve ser o facilitador para o fortalecimento do autoconhecimento de sua equipe, seja através de feedbacks, de um suporte através de mentoria ou com uso de ferramentas específicas como, por exemplo, ‘análise swot’, proporcionando a sua equipe conhecer as suas forças, pontos a desenvolver, oportunidades e ameaças. Cada um assume um papel e tarefas alinhadas ao seu perfil, de maneira a melhor contribuir com os resultados.

  1. Sinergia de propósito – Cada profissional precisa conhecer o seu propósito, o que deve ser o balizador para o direcionamento e fonte para potencializar os resultados. Na avaliação de Susanne, identificar o que dá sentido a se fazer proporciona uma atuação com entusiasmo e brilho nos olhos.

Existem diversos caminhos para o conhecimento do propósito. Susanne destaca uma ferramenta específica para isso, chamada “O Melhor de Mim”, onde é possível responder a quatro perguntas simples: “o que” você tem de principais qualidades; “como” essas habilidades aparecem em seu comportamento; “para que” coloque tudo isso em prática, ou seja, quais objetivos quer alcançar; “por que” tudo isso é importante para você.

Ao respondê-las, é possível identificar a sua bússola para direcionar a sua atuação, o que contribuirá para o alcance de melhor performance junto ao time. O profissional consegue identificar os pontos em comum entre o seu propósito e o do projeto que faz parte, ou o propósito da equipe como um todo. Ao facilitar esse processo o líder contribui para fortalecer a empatia no time, gerando uma sinergia.

  1. Diálogo como base – A sociedade vive um momento de resgate do que é essencial, como um simples diálogo. E ganha maior relevância em momento de pandemia, pois antes as pessoas se encontravam nos corredores da empresa, no momento do cafezinho ou mesmo marcavam para almoçar juntos. Atualmente, é necessária uma iniciativa para ser criada uma oportunidade de conversa.

Susanne enfatiza que essa é a base importante para a construção de um time ideal. Trata-se de um diferencial que possibilita deixar de ser apenas um grupo de pessoas que trabalham juntas para se transformar emum time de pessoas que interagem e constroem juntas. É fundamental entender que a maneira de se comunicar define a forma como a pessoa irá se relacionar com os demais. Só se consegue montar um time ideal a partir de um bom relacionamento.

(*) – Coach, palestrante e professora de cursos de MBA pela FIAP em disciplinas sobre carreira, coaching, liderança e gestão da mudança para a transformação digital, é sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano.

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