Segundo CNI, aumenta preocupação da indústria com a falta de demanda

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A elevada carga tributária continua sendo apontada pelo setor como o principal problema enfrentado pelas empresas.  Foto: Witthaya Prasongsin/Getty Images

A falta de demanda interna voltou a ganhar importância entre os principais problemas enfrentados pela indústria ao longo do mês de junho. O percentual de empresários que assinalam essa dificuldade é o maior desde o terceiro trimestre de 2016. Nos últimos seis meses, esse índice aumentou 10 pontos percentuais, chegando a 41,1% dos entrevistados, em junho. Os dados são da Sondagem Industrial, divulgada ontem (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A produção industrial em junho caiu na comparação com maio. O índice de evolução da produção ficou em 43,4 pontos, abaixo da linha divisória.
O índice de evolução dos estoques ficou em 51,1 pontos. Valores acima de 50 pontos indicam crescimento do nível de estoques ou estoque efetivo acima do planejado. O índice de satisfação com o lucro operacional ficou em 40,1 pontos, recuo de 0,2 ponto frente ao trimestre anterior, enquanto o índice de satisfação com a situação financeira registrou 45,7 pontos, aumento de
0,4 ponto.
A elevada carga tributária continua sendo apontada pelo setor como o principal problema enfrentado pelas empresas. Em segundo lugar, aparece a demanda interna insuficiente, cuja assinalação aumentou 3,6 pontos percentuais na comparação com o primeiro trimestre do ano. Em terceiro lugar no ranking de principais problemas está a falta ou alto custo de matéria-prima. Em quarto lugar está a competição desleal, que inclui práticas como contrabando, dumping, entre outros.
As expectativas, em geral, apresentaram pouca variação. A expectativa de demanda cresceu em meio ponto, para 57,8 pontos, e a expectativa de compra de matéria-prima aumentou em 0,4 ponto para 55 pontos no mês. A expectativa de exportação manteve-se constante e a expectativa quanto ao número de empregados recuou 0,2 ponto. Todos os índices permanecem acima dos 50 pontos, ou seja, indicam expectativas positivas. Pelo segundo mês consecutivo, a intenção de investir manteve-se praticamente inalterada. A Sondagem Industrial foi feita entre 1º e 11 de julho com 1.903 empresas, sendo 770 de pequeno porte, 695 de médio e 438 de grande porte (ABr).

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