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Protestos terão “influência imediata” no andamento do impeachment

em Manchete Principal
segunda-feira, 14 de março de 2016

O volume de manifestantes nas ruas vai atingir os partidos que compõem a base aliada do governo.

Líderes de oposição no Congresso afirmaram ontem (14), que as manifestações do último domingo (13), terão repercussão imediata junto as parlamentares, o que será suficiente para aumentar a pressão pelo andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, já avisou que retomará essa semana o trâmite do afastamento, assim que for concluído – amanhã (16) – o julgamento dos embargos de declaração pelo STF do rito do impeachment.
“A influência será direta, junto aos parlamentares e, com certeza, agora, o impeachment está mais próximo do que nunca”, disse em nota o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR). O deputado comemorou a participação de mais de 3 milhões de manifestantes nas ruas contra o governo Dilma e seu antecessor Lula. “Nunca se viu tanta gente a protestar, espontaneamente, contra esse governo e a mostrar, de forma civilizada, de forma pacífica e ordeira, repúdio a tudo o que está acontecendo com relação a esse desgoverno que tomou conta do País”, declarou.
Líder da oposição no Senado, José Agripino (DEM-RN), também acredita que o volume de manifestantes nas ruas vai atingir os partidos que compõem a base aliada do governo para se conquistar os 342 votos necessários no plenário da Câmara para autorizar o andamento do impeachment. “O impacto da manifestação de domingo é político e vai falar alto aos partidos da base do governo para sensibilizá-los quanto a necessidade de completarmos os 342 votos necessários para autorizar o processo de impeachment no Congresso”, afirmou Agripino, também por nota.
Bueno criticou a possibilidade do ex-presidente assumir uma pasta no governo e disse que se isso acontecer será um “escárnio”. Se confirmado, afirmou Bueno, será “um abraço de afogados dele com a presidente”. Para sair da crise política, Agripino defendeu uma “conjugação de forças” para fazer as reformas estruturais. “Ninguém pense que vamos sair desse imbróglio que o governo do PT nos colocou sem fazermos as reformas estruturais necessárias. A conjugação de forças se faz urgente e a luz do túnel só aparece quando focamos as reformas estruturais”, disse (AE).