Produção industrial é a maior para o mês de março desde 2011

O índice de evolução, que registrou 54,8 pontos, é o maior para o mês desde 2011.
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A produção industrial cresceu de forma intensa e disseminada em março em relação a fevereiro, conforme avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de evolução, que registrou 54,8 pontos, é o maior para o mês desde 2011. Apesar da alta, o setor continuou reduzindo as vagas de trabalho – o indicador de evolução do emprego chegou a crescer, mas ficou abaixo dos 50 pontos (47,5 pontos). As informações fazem parte da pesquisa Sondagem Industrial. O levantamento foi realizada entre os dias 3 e 17 deste mês e ouviu 2.339 empresas.
De acordo com os dados, a indústria operou, em média, com 65% da capacidade instalada, uma alta de 2 pontos percentuais (pp) na comparação com fevereiro. Foi o primeiro crescimento da utilização da capacidade instalada (UCI) após três meses consecutivos em 63%. “Apesar do aumento no indicador, a ociosidade na indústria continua elevada”, destacou a CNI. Já a utilização da capacidade instalada efetiva em relação ao usual cresceu 3,5 pontos frente a fevereiro e atingiu 41,2 pontos – maior alta no indicador desde abril de 2010.
Os estoques permaneceram estáveis, com índice de evolução em 49,1 pontos em março, próximo da linha de 50 pontos. Além disso, eles se mantiveram perto do planejado pelas empresas, cujo indicador foi de 50,3 pontos no mês passado. “O ranking de problemas enfrentados pela indústria no trimestre manteve-se inalterado frente ao do último trimestre de 2016. A elevada carga tributária foi apontada como o principal problema, com 48,1% das assinalações. A falta de demanda, apontada por 40,4% das empresas, foi o segundo maior desafio para as empresas, e a taxa de juros elevada se manteve na terceira posição, assinalada por 24,2% dos entrevistados”.
Todos os índices de expectativas cresceram em abril na comparação com março. O indicador de demanda teve o segundo aumento consecutivo e atingiu 56,2 pontos. O índice de expectativa de compras de matérias-primas registrou 53,7 pontos em abril, o maior valor desde maio de 2014. O indicador de quantidade exportada atingiu 54 pontos e foi o maior desde agosto de 2013, sinalizando perspectivas de crescimento nas vendas para o mercado externo.
A confederação reforçou que a intenção de investimentos no setor continua melhorando, embora o indicador se mantenha abaixo da linha de 50 pontos (ABr).

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