Privacidade dos dados: sobrevalorizado ou subestimado pelos brasileiros?

Todos nós geramos informações valiosas (e as entregamos de bom grado) a cada clique pesquisamos, publicamos e compramos sem sequer pensar nas ameaças potenciais ou em suas conseqüências.

Segundo números da SurfShark, no ano passado 24,19 milhões de usuários brasileiros foram afetados por tentativas de roubo de dados pessoais ou financeiros, uma tática conhecida como phishing.

Isso coloca o Brasil como o sexto país do mundo com o maior número de ataques a dados pessoais. É por isso que o Tiendeo, plataforma especializada em hábitos de consumo, realizou uma pesquisa para descobrir como os brasileiros usam e valorizam a privacidade de suas informações no universo digital. Confira:

  1. – Entre o engano e a realidade – De acordo com a plataforma, 6 em cada 10 brasileiros (55%) se sentem confortáveis e seguros compartilhando informações pessoais sobre serviços de mensagens como o WhatsApp.

Este número reflete a falta de conhecimento dos usuários sobre os crimes aos quais podem ser vítimas em questão de minutos através deste canal: roubo de identidade, tentativas de extorquir dinheiro deles ou de seus contatos para não revelar informações, sem mencionar o roubo de suas contas bancárias.

Segundo os entrevistados, a segunda plataforma mais confiável para compartilhar dados pessoais é a das lojas online (40%), seguida pelas redes sociais (5%). Esta tendência é reforçada nas compras on-line, pois 94% dos consumidores acreditam que suas informações pessoais estarão mais seguras nas mãos de grandes varejistas on-line como Americanas ou Amazon, enquanto apenas 6% dão um voto de confiança aos pequenos varejistas.

Uma frente perfeita para fraudadores que, fingindo ser uma dessas empresas bem conhecidas, enviam mensagens através da WhatsApp com links que levam a sites falsos concebidos com o único propósito de roubar as informações da vítima.

  1. – Smart things: uma ameaça? – Há cada vez mais dispositivos conectados à Internet, desde os sapatos de corrida que registram sua atividade física até os reguladores automáticos de luz e câmeras de segurança com reconhecimento facial para segurança doméstica.

A chamada Internet das coisas (IoT), além de simplificar a vida dos usuários, também abre a oportunidade para novas ameaças, já que detectar, armazenar, processar e transmitir informações pessoais através da Internet coloca em risco sua segurança e privacidade.

De acordo com a plataforma, 67% dos brasileiros dizem estar cientes do perigo de comprar aquele falante irresistível, relógio ou qualquer dispositivo inteligente que se conecta à internet porque não sabem como seus dados são tratados. Em 2021, o número de ataques a dispositivos IoT no mundo dobrou para mais de 1,5 bilhões.

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Imagem: relif_CANVA
  1. – Pagamento com dados pessoais – Outra descoberta interessante revelada pela Tiendeo é que embora a maioria dos consumidores já forneça seus dados pessoais a empresas para expressar suas idéias, interagir com outros usuários, acompanhar as tendências ou acessar produtos e serviços gratuitos, quando perguntados se poderiam usar seus dados pessoais como moeda de troca, 80% dos brasileiros disseram que não o fariam.

Dos que estariam dispostos a aceitar a oferta, 50% concordariam em troca de dinheiro, 28% o fariam se obtivessem algum benefício, como promoções, descontos ou melhores condições de compra, enquanto 22% dariam seu consentimento se pudessem ter acesso a experiências exclusivas.

  1. – Responsabilidade e transparência da marca – Embora os usuários tenham permitido que seu comportamento on-line fosse monitorado, eles também estão preocupados com a forma como suas informações são utilizadas. Por um lado, eles querem se sentir seguros no mundo digital, mas também querem que as empresas e marcas em que estão interessados interajam com eles sem infringir a sua privacidade.

Assim, 54% dos brasileiros não confiam nas lojas on-line de suas marcas favoritas para proteger seus dados pessoais, um 25% cauteloso tem reservas sobre a segurança dos sites onde normalmente fazem compras, enquanto 21% apreciam e valorizam o fato de que as marcas utilizam suas informações para mantê-las atualizadas com notícias e promoções.

Isto é uma evidência de que os consumidores estão cada vez mais conscientes de sua pegada digital e esperam que os dados que eles fornecem sejam utilizados tanto para seu benefício como para melhorar sua experiência de compra. – Fonte e outras informações, acesse: (www.tiendeo.com.br).

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