Presidente eleito, Jair Bolsonaro, não fará acordos ‘que prejudiquem’ o agronegócio

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Na sexta-feira (30), o presidente eleito, Jair Bolsonaro, participou na cidade de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, da formatura de sargentos da Aeronáutica na Escola de Especialistas da Aeronáutica.  Foto: Rovena Rosa/ABr

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse na sexta-feira (30) que não pretende assumir compromissos ambientais que impactem o agronegócio brasileiro. A resposta foi uma reação às declarações do presidente francês, Emmanuel Macron, que condicionou o avanço das negociações entre a UE e o Mercosul à posição do governo eleito sobre o Acordo Climático de Paris.
“O Macron está defendendo a França. Esse acordo Mercosul com a UE atinge interesses da França, um país voltado também para o agronegócio. A partir do momento que querem diminuir a quantidade de exportáveis nossos, essas commodities, logicamente que não podem contar com o nosso apoio. Mas não é um não em definitivo, nós vamos negociar”, ressaltou Bolsonaro, após participar da cerimônia de formatura de sargentos da Força Aérea em Guaratinguetá.
Segundo Macron, “não podemos pedir aos agricultores franceses que mudem seus hábitos de produção para liderar a transição ecológica e assinar acordos comerciais com países que não fazem o mesmo”.
No Twitter, Bolsonaro já tinha postado uma mensagem afirmando que “está fora de cogitação” o país se sujeitar automaticamente a interesses de outras nações. “É legítimo que países no mundo defendam seus interesses e estaremos dispostos a dialogar sempre, mas defenderemos os interesses do Brasil e dos brasileiros”, disse em mensagem na rede social.
A UE e o Mercosul negociam o acordo, há quase 20 anos, com base em três pilares: diálogo político, cooperação e o livre-comércio.
Bolsonaro disse que foi aconselhado pelo futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a ter cautela nas negociações, ressaltando que pretende fazer mudanças na política ambiental para evitar prejuízos aos produtores. “O que nós queremos é uma política ambiental para preservar o meio ambiente, mas não de forma xiita como é feito atualmente. Vamos acabar com a indústria da multa nesse setor”.
Bolsonaro reiterou que não pretende conceder indulto natalino a condenados por crimes de menor potencial ofensivo. “Não é apenas a questão de corrupção, qualquer criminoso tem que cumprir a sua pena de forma integral. É essa nossa política que eu acertei com o Sergio Moro. Se não houve punição ou a punição for extremamente branda, é um convite a criminalidade” (ABr).

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