Maggi diz que tabela de fretes é impasse e pode causar prejuízos

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Maggi “com a tabela, em alguns casos, os preços ficaram mais altos que os praticados anteriormente”. Foto: Valter Campanato/ABr

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou ontem (23) que a tabela dos fretes, aprovada há quase duas semanas pelo Congresso, é um “impasse” e pode causar prejuízos nas próximas safras. “Eu, como produtor, não aceito essa tabela. Não aceito os valores que foram colocados”, enfatizou o ministro após participar da abertura do Global Agribusiness Fórum, em São Paulo. Segundo o ministro, em alguns casos, os preços estabelecidos estão consideravelmente mais altos do que os acordados anteriormente e, por isso, os produtores estão evitando assumir compromissos e atrasando o plantio.
“Como ela [a tabela] está destoante do que o mercado operava, nem as empresas exportadoras, nem aqueles que não querem assumir novos riscos, ninguém está fazendo mercado futuro”. Maggi disse que os atrasos podem causar queda na produtividade de lavouras como a soja. “Lá em Mato Grosso quando chega novembro, se você ainda está plantando, cada dia que passa significa um saco a menos, em média. As janelas que nós temos são muito pequenos, e o prejuízo pode ser grande”, exemplificou sobre o setor e a região onde atua como empresário.
O ministro acrescentou que, além disso, tem havido disputas entre fornecedores e produtores para cumprimento de contratos feitos antes do tabelamento. Alguns fabricantes de insumos, que vendiam com o frete incluso no preço, têm tentado rever as entregas já acordadas, enquanto os produtores exigem o cumprimento dos acordos, disse Maggi. O STF deve voltar a analisar o tema no fim de agosto. O ministro Luiz Fux é o relator, no STF, de três ações diretas de inconstitucionalidade contra a MP que estabeleceu a política de preços mínimos.
Maggi também comentou o embargo russo à carne suína e bovina do Brasil. Autoridades sanitárias da Rússia afirmaram ter encontrado ractopamina – substância que promove o crescimento muscular dos animais – na carne suína brasileira. Os produtos são legais no Brasil, mas o acordo comercial com a Rússia prevê que a produção vendida para o país não contenha essas substâncias. Uma comissão técnica brasileira está chegando na Rússia para tentar reverter a interdição à carne brasileira (ABr).

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