Intenção de consumo apresenta terceira alta consecutiva em outubro

A intenção de gastos das famílias continuou em crescimento, em outubro. O índice Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), apresentou a terceira alta seguida, com aumento de 0,2% em relação a setembro, chegando a 93,3 pontos. O resultado reforça tendência de alta projetada para o segundo semestre, após longo período de queda do índice, que durou de março a julho.

“O ICF está refletindo uma melhora gradual da economia, com inflação baixa, juros primários em queda e a reação do mercado de trabalho”, destaca José Roberto Tadros, presidente da CNC. O recuo da inflação contribuiu também para a melhora do poder aquisitivo. Prova disso é o crescimento do subindicador Renda Atual (0,1%). Nesse contexto, 35,9% das famílias estimam que o orçamento melhorou em outubro, contra 31,6% no mesmo mês de 2018.

Os subindicadores Momento para Duráveis (3,1%) e Perspectiva Profissional (0,7%) foram os destaques positivos. Por outro lado, as percepções com relação à Perspectiva de Consumo (-1,7%) e Emprego Atual (-0,4%) apresentaram-se negativas. Especificamente sobre a avaliação das famílias quanto à Perspectiva de Consumo, apesar de ter apresentado a maior variação negativa do mês, houve melhora na comparação com 2018 (11,8%).

Nesse sentido, em outubro de 2019, 33,7% das famílias reconhecem que as perspectivas de compra são maiores, contra 27,1% no último ano. Além de Perspectiva de Consumo, outros dois itens se destacaram na comparação anual: Momento para Duráveis (13,6%) e Compra a Prazo (12,0%). “As famílias têm hoje uma situação mais favorável do que há um ano. Elas se mostram previdentes quanto ao desejo de adquirir bens”, ressalta Antonio Everton, economista da CNC.

Apesar da terceira alta consecutiva, o indicador de outubro ainda encontra-se distante do maior patamar aferido em 2019 (fevereiro, com 98,5 pontos). “O crescente endividamento social e a lenta recuperação do mercado de trabalho podem fazer com que as intenções de compra sejam atenuadas”, pondera o economista (AC/CNC).

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