Indústria de máquinas deve crescer entre 5% e 10% em 2018, prevê a Abimaq

Se o futuro presidente tiver o compromisso de “reindustrializar” o Brasil, as fábricas de máquinas podem voltar a ser o que foram há 15 ou 20 anos.
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Após cinco anos seguidos com o faturamento em queda, a indústria nacional de máquinas e equipamentos deve crescer entre 5% e 10% em 2018, segundo previsão divulgada ontem (31), pela Abimaq, entidade que representa o setor. Diretores da associação alertaram, porém, que as incertezas no campo político são altas num ano de eleição, o que justifica a faixa larga entre as previsões mínima e máxima.
A Abimaq está preparando um documento, com foco em medidas de incentivo à retomada dos investimentos, para apresentar aos pré-candidatos da eleição presidencial de outubro. “A economia pode até crescer entre 2,8% a 3% neste ano, mas o crescimento não vai se sustentar se for focado apenas em consumo Vamos levar a presidenciáveis a necessidade de investir”, afirmou João Carlos Marchesan, presidente do conselho de administração da Abimaq, na apresentação dos resultados da indústria de máquinas e equipamentos no ano passado, quando o faturamento do setor caiu 2,9%.
Segundo o executivo, se o futuro presidente tiver o compromisso de “reindustrializar” o Brasil, as fábricas de máquinas podem voltar a ser o que foram há 15 ou 20 anos. Por enquanto, a previsão de retomada do setor se sustenta na perspectiva de um crescimento de 2,7% da atividade econômica. Na indústria de transformação, principal cliente do setor, as previsões da Abimaq apontam para um crescimento entre 4% e 5% em 2018.
“A estimativa é que a safra vai puxar o PIB um pouco para baixo, mas há consenso de que a indústria vai crescer”, comentou Mário Bernardini, diretor de competitividade da Abimaq. Ele disse ver uma tendência de crescimento mais disseminado no consumo de bens de capital, inclusive com a recuperação das fabricantes de máquinas de construção.
Para Bernardini, a pesquisa Datafolha divulgada ontem – mostrando quatro candidatos com potencial de chegar ao segundo turno da sucessão presidencial contra o deputado Jair Bolsonaro, retrata um quadro muito indefinido nas eleições, o que gera efeitos fortes na economia.
“Um quadro eleitoral mais tranquilo pode nos levar a um crescimento mais próximo de 10%. Já num quadro mais confuso, o crescimento pode ficar mais próximo de 5%” (AE).

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