Em junho, 73% dos eleitores admitiam mudar de voto até outubro, aponta pesquisa

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59% dos brasileiros disseram não saber em quem votar ou que vão anular o voto, quando apresentados a uma lista de candidatos. Foto: Reprodução/Divulgação

Quase três quartos do eleitorado brasileiro admitia em junho mudar a escolha do candidato a presidente até 7 de outubro, data do primeiro turno. A informação consta em levantamento feito pelo Ibope para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), cujos números de intenção de votos foram divulgados em 28 de junho. O estudo foi detalhado ontem (2).
Em um cenário sem o ex-presidente Lula, 73% dos eleitores que declararam voto em algum candidato admitem mudar de opinião sobre suas escolhas. Deste total, 25 pontos porcentuais (pp) se referem àqueles que dizem que a escolha é firme, mas que pode mudar no decorrer da campanha; 23 pp às pessoas que dizem que a opção atual é de momento; e outros 23 pontos aos eleitores segundo os quais o candidato apontado é apenas uma preferência inicial. Ainda, 2 pp não responderam.
O levantamento mostrou que 62% dos eleitores se informavam sobre seus candidatos pela TV; jornais, canais de notícias e portais (33%) e redes sociais e blogs (26%) também foram citados. A pesquisa mostra que, àquela altura da corrida eleitoral, 59% dos brasileiros disseram não saber em quem votar ou que vão anular o voto, quando apresentados a uma lista de candidatos. Para a CNI, a alta insatisfação com a corrupção e o descrédito com a classe política provocam este cenário.
Na análise da CNI, o eleitor ainda não encontrou o candidato ideal. “A decisão vai acontecer muito mais próxima da eleição que nas eleições anteriores. A maioria dos eleitores não conhece os candidatos e suas propostas. Até entre os que já escolheram candidatos, ainda há alguma indecisão”, afirma o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. Apesar de 70% dos eleitores concordarem que a eleição pode mudar o País, 45% se dizem pessimistas, resultando no baixo interesse pelo processo eleitoral. 61% afirmaram que têm pouco interesse no pleito de outubro, enquanto os eleitores com interesse somaram 38%.
Em junho, Marina e Ciro eram os principais herdeiros dos votos do Lula. Entre os eleitores que votariam no ex-presidente, 16% migram para Marina e 11%, para Ciro. O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que foi colocado na pesquisa como o candidato do PT nesse cenário, ficava com 3% das intenções de voto. Entre os eleitores que optaram por Lula na sondagem, 55% escolhem outro candidato quando seu nome não constava da lista de opções, enquanto 36% declararam votar em branco ou nulo e 9% se disseram indecisos (AE).

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