Há consenso de que a política econômica atual vai continuar, diz Meirelles

Ministro da fazenda, Henrique Meirelles, participa do seminário Financiamento e Garantias para a Infraestrutura, em São Paulo.
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São Paulo – O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o Brasil voltou a crescer e vai continuar crescendo ao longo do ano. Ele ressaltou que tem notado preocupações dos agentes sobre os rumos da política econômica em meio à recente crise política, mas disse acreditar que existe consenso no País hoje de que esta política econômica de controle do gasto público e da inflação do governo de Michel Temer vai continuar.
A afirmação de Meirelles arrancou aplausos do auditório lotado do seminário da Associação Brasileira da Indústria de Construção de Base (Abdib), em São Paulo. Este foi o primeiro evento público do ministro desde o início da crise. “Estamos engajados nas reformas e vamos continuar”, afirmou Meirelles. O Brasil viveu momentos diferentes e circunstâncias políticas diferentes no passado recente, disse, logo no início de sua apresentação.
O ministro citou a recessão de 2015 e 2016, causada por decisões erradas de política econômica do governo anterior. “Estamos saindo da crise”, disse ele, ressaltando que o Brasil hoje tem condições diferentes hoje do que tinha há um ano. Entre as melhoras do governo de Michel Temer, Meirelles citou a medida que estabelece um teto para a alta dos gastos públicos. “No Brasil, a crise política gera uma crise econômica quando gera incerteza sobre a orientação da política econômica no futuro.”
Meirelles ressaltou que o crescimento voltou no primeiro trimestre e a inflação está caindo, incluindo a de serviços. Essa queda da inflação deve aumentar o poder de compra dos brasileiros, disse ele, ressaltando que famílias e empresas se focaram nos últimos meses em reduzir seus passivos. “A retomada do crescimento é lenta porque as pessoas estão pagando dívidas”. O poder de compra, de acordo com o ministro, subiu 3% depois de muito tempo de queda.
Meirelles rebateu críticas à reforma da Previdência, entre elas a de que a mudança vai privilegiar os mais ricos. “Ao contrário. Hoje, os 20% de menor renda na população não conseguem contribuir os 35 anos com carteira assinada, porque acabam recorrendo ao mercado informal. Os pobres tendem a aposentar por idade. Vão contribuir mais aqueles com renda um pouco mais elevada”, argumentou (AE).

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