Economia se recupera lentamente, mas há espaço para melhora, diz IBGE

O desempenho melhor do segundo trimestre foi favorecido pelo comportamento da indústria, com destaque para a construção civil. Foto: José Paulo Lacerda/CNI

A economia brasileira está se recuperando de forma lenta, mas há espaço para novas melhoras, especialmente porque no passado as taxas eram menores, na avaliação da gerente de Contas Trimestrais do IBGE, Cláudia Dionísio. Ontem (29), o IBGE divulgou que o PIB teve um crescimento de 0,4% no segundo trimestre, na comparação com o trimestre anterior. Também apresentou altas de 1% na comparação com o segundo trimestre de 2018, de 0,7% no acumulado do ano e de 1% nos últimos 12 meses.
O desempenho melhor do segundo trimestre foi favorecido pelo comportamento da indústria, com destaque para o desempenho positivo da construção civil (19%) e da indústria de transformação (2%), que representam em torno de 70% do indicador do setor. Pelo lado da demanda, apontou os investimentos. “O consumo das famílias é o que mais pesa e já vem crescendo há bastante tempo, mas os investimentos [3,2%], no segundo trimestre, sofreram uma aceleração. Todos os componentes ficaram no campo positivo”.
No caso da construção, Cláudia destacou que a base de comparação estava “achatada”, pois foram registrados 20 trimestres de quedas e agora foi o primeiro resultado positivo. Alertou, entretanto, que ainda é cedo para garantir que existe uma recuperação neste segmento. “O que temos que esperar é para ver se nos próximos trimestres isso vai se sustentar ou foi uma coisa pontual”.
Na agropecuária, houve uma queda de 0,4%, que pode ser explicada por culturas importantes, como a soja, que neste trimestre tiveram desempenho negativo. “Já a pecuária, apresentou crescimento e isso compensou uma parte do desempenho negativo da lavoura”, disse. O crescimento de 0,3% em serviços acompanhou o comportamento que vinha apresentado antes. O acumulado em quatro trimestres alcançou 1,2% . Os gastos das famílias contribuiu para o resultado.
De acordo com a análise do Grupo de Conjuntura do Ipea, o cenário macroeconômico é desafiador, por conta dos níveis de incerteza, relacionado à piora do cenário externo. Mas a recuperação nos investimentos e o crescimento do PIB da indústria de transformação apontam para uma melhora nas perspectivas em relação aos próximos meses (ABr).

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