Dilma: ajuste fiscal é imprescindível para Brasil voltar a crescer

Aloizio Mercadante, Dilma Rousseff e Michel Temer, no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2015-2016.
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Ao anunciar o Plano Safra 2015/2016, a presidenta Dilma Rousseff defendeu o ajuste fiscal, cobrou a aprovação de medidas ligadas ao corte de gastos pelo Congresso e disse que o governo fez um “grande esforço” para ampliar em 20% os recursos para o agronegócio na comparação com a safra anterior. O setor terá R$ 187,7 bilhões para a safra 2015/2016, com taxas de juros de, em média, 8,5% ao ano.
“Garantimos condições de financiamento adequadas ao agronegócio, segmento que tem sido e continuará sendo prioridade no Brasil. Mesmo vivendo uma conjuntura de ajustes, fizemos um grande esforço e estamos ampliando em 20% os recursos de crédito para financiar a próxima safra”, disse em discurso durante a apresentação do plano. “Os juros serão realinhados sem comprometer a capacidade de pagamento dos produtores e manteremos taxas diferenciadas para linhas de investimento prioritárias e para os médios produtores”, acrescentou.
Ao defender o ajuste fiscal, Dilma disse que os cortes de gastos não têm um fim em si mesmo, mas o objetivo de criar o ambiente fiscal para a retomada do crescimento da economia do país. “O ajuste fiscal é imprescindível para o Brasil voltar a crescer: por isso temos que encará-lo como algo estratégico e necessário. Ainda precisamos concluir a aprovação de alguns mecanismos pelos quais nós vamos assegurar uma economia fiscal mais estável”, avaliou.
A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, disse que a ampliação de recursos para o agronegócio mostra que o ajuste fiscal não se faz somente com corte de gastos, mas com investimentos. “Alguns opositores imaginavam ou torciam para o que o crédito agrícola fosse diminuído. Nós demos uma surpresa agradável a todo o Brasil, mostrando que esse plano não é para os produtores rurais, é para todos os brasileiros, para o desenvolvimento do país”.
A presidente Dilma Rousseff disse que o setor “continuará na vanguarda do crescimento do País”. Puxado pela safra de soja, o setor agropecuário cresceu 4,7% no primeiro trimestre do ano, enquanto a indústria teve queda de 0,3% e os serviços amargaram recuo de 0,7%. O desempenho da agricultura ajudou a amortecer a queda do PIB no período entre janeiro e março, na comparação com o quarto trimestre de 2014. Segundo Dilma, as vendas externas do agronegócio estão entre as prioridades do plano nacional de exportações, a ser anunciado nas próximas semanas. Na avaliação da presidente, investir na agricultura “é um ótimo negócio para o Brasil” (ABr).

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