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Confira 5 situações em que o Carnaval deixa o RH em alerta — e o que empresas podem fazer para evitá-las

em Manchete Principal
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O Carnaval costuma ser tratado pelas empresas como um período operacionalmente sensível, marcado por escalas especiais, aumento do absenteísmo e maior exposição nas redes sociais. Nos últimos anos, porém, episódios envolvendo a conduta de profissionais durante a folia passaram a evidenciar fragilidades estruturais na gestão de pessoas, com impactos diretos sobre reputação, cultura organizacional e risco trabalhista.

Um dos casos mais emblemáticos ocorreu em 2024, quando a Stone teve conteúdos pessoais publicados por engano em seu perfil corporativo no Instagram durante o Carnaval. O episódio ganhou ampla repercussão e reacendeu o debate sobre erro humano, governança digital e a forma como as empresas lidam com incidentes operacionais em ambientes de alta exposição.

A partir desse contexto, a StartSe, escola internacional de negócios, reuniu cinco situações recorrentes no período carnavalesco que colocam o RH em estado de alerta, além de orientações práticas que podem ajudar as empresas a reduzir ou evitar esses riscos.

  1. Erros em redes sociais corporativas
    Casos como o da Stone evidenciam a dificuldade de separar identidade pessoal e institucional, especialmente quando o acesso às contas corporativas ocorre por dispositivos móveis.

Orientações da StartSe:
• Estabelecer governança clara de acessos a perfis institucionais, com definição de permissões e responsabilidades.
• Adotar a separação formal entre dispositivos pessoais e corporativos sempre que possível.
• Desenvolver playbooks de crise para redes sociais, com fluxos claros de decisão e resposta.

  1. Uso indevido de atestado médico durante a folia
    Decisões judiciais já reconheceram a demissão por justa causa de profissionais que participaram de blocos de Carnaval enquanto estavam afastados por motivo médico, quando comprovada incompatibilidade de conduta.

Orientações da StartSe:
• Definir políticas objetivas sobre afastamentos médicos e condutas incompatíveis com o atestado.
• Estruturar processos formais de apuração, com critérios claros e documentação adequada.
• Capacitar lideranças para lidar com esses casos de forma técnica, evitando julgamentos subjetivos.

  1. Postagens discriminatórias associadas ao Carnaval
    Empresas também enfrentaram crises após a publicação de conteúdos discriminatórios por colaboradores durante o período carnavalesco, com rápida repercussão pública e impacto direto na marca empregadora.

Orientações da StartSe:
• Manter códigos de conduta atualizados, claros e amplamente comunicados.
• Realizar treinamentos recorrentes sobre conduta, diversidade e uso responsável das redes sociais.
• Garantir a existência de canais de denúncia estruturados e processos ágeis de apuração.

  1. Uso indevido de recursos corporativos ou públicos
    Casos envolvendo o uso de veículos oficiais ou ativos institucionais para fins pessoais durante o Carnaval já resultaram em demissões e sanções administrativas, inclusive no setor público.

Orientações da StartSe:
• Reforçar, antes de feriados prolongados, as políticas de uso de ativos corporativos e institucionais.
• Comunicar de forma clara os limites e responsabilidades associados a esses recursos.
• Assegurar consistência na aplicação das regras, reduzindo interpretações individuais.

  1. Faltas injustificadas e comparecimento ao trabalho sob efeito de álcool
    O período também concentra casos de faltas não justificadas, informações falsas para “emendar” o feriado ou comparecimento ao trabalho sob efeito de álcool, situações que podem resultar em medidas disciplinares, incluindo justa causa, a depender do contexto.

Orientações da StartSe:
• Planejar antecipadamente escalas, jornadas e regimes de trabalho para o período.
• Comunicar de forma objetiva as regras aplicáveis durante o Carnaval.
• Adotar políticas de apoio e prevenção que tratem recorrência como tema de gestão e saúde organizacional.
De forma geral, o Carnaval funciona como um teste de maturidade da liderança e das práticas de RH. A presença de critérios claros, governança estruturada e comunicação consistente tende a reduzir a transformação de situações previsíveis em crises de maior impacto.