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As cinco principais tendências para o RH em 2022

em Manchete Principal
segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

O novo ano oferece aos empregadores de todos os tamanhos a chance de refletir sobre como sua organização e suas equipes se adaptaram aos desafios recentes que chegaram com a pandemia de Covid-19. É hora de transformar essa reflexão em ações. Aí é que entra a questão: como a função de RH continuará a evoluir e como as equipes de Recursos Humanos devem se preparar?

Agora é o momento de abraçar a mudança e aproveitar dados e tecnologia para melhor se conectar com suas equipes e ampliar seu negócio. A ADP, líder mundial em soluções de gestão de folha de pagamento, ouviu empresários e líderes sobre as tendências e como elas podem moldar a maneira como se passará a gerenciar equipes em 2022.

  1. – A nova face do trabalho – Não é exagero dizer que o Covid-19 afetou os locais de trabalho em todo o mundo. De acordo com o estudo “People at Work: A Global Workforce View”, do ADP Research Institute, em um ano, o Covid-19 impactou significativamente a força de trabalho global. Dos 64% trabalhadores que foram impactados negativamente, 23% tiveram um corte salarial e 28% perderam totalmente o emprego.

Esses tempos desafiadores proporcionaram uma oportunidade para os funcionários reavaliarem suas prioridades e, com o mundo lentamente voltando aos trilhos, eles se sentem capacitados a tomar decisões de emprego que melhor se adaptem aos seus objetivos pessoais e profissionais.

“Entendemos que, para criar uma conexão com seus empregados enquanto seu negócio se expande, os empregadores devem voltar a atenção para os desejos e necessidades da equipe.

Em meio a toda a mudança, um segmento comum só se fortaleceu: o desempenho do poder das pessoas”, atesta Mariane Guerra, vice-presidente de Recursos Humanos da ADP na América Latina. Mas como as organizações podem atualizar seus processos e políticas para corresponder às demandas do atual cenário de funcionários? Essas tendências de RH contam a história.

  1. – O valor da visibilidade – Embora as operações diárias de algumas empresas não pudessem ser feitas virtualmente, aquelas que rapidamente se ajustaram para operações remotas agora mudaram em grande parte para estruturas híbridas. O resultado: foram criadas situações em que o trabalho é feito a partir de locais variados.
Imagem: tolgart_CANVA

Fazer o melhor uso dessa mão de obra distribuída geograficamente significa aumentar a visibilidade dos funcionários. Isso requer acesso confiável a dados aprofundados para ter mais informações sobre o engajamento e o desempenho das equipes.

De posse de tais informações, os gestores podem apoiar melhor as equipes híbridas e desenvolver uma cultura construída sobre confiança mútua e respeito, que é fundamental para reter e atrair talentos. “Em meio a toda essa mudança, somente uma constatação é irrefutável: o poder mais do que nunca está nas mãos das pessoas”, analisa Mariane.

  1. – A prioridade de propósito – Falando em conexões fortes, será essencial que as corporações garantam que os funcionários tenham um senso de propósito em seu trabalho. O ADP Research Institute descobriu que o interesse em trabalho freelancer está crescendo rapidamente no Brasil.

Cerca de 55% dos trabalhadores afirmam que agora têm mais interesse nesse modelo do que antes da pandemia, estimulados pela aquisição de novas habilidades que podem aplicar a esse tipo de trabalho, junto com a expectativa de que mais oportunidades apareçam com benefícios melhores.

Programas de emprego flexíveis podem ajudar a atender às expectativas dos funcionários e capacitá-los a se desenvolver profissionalmente. As organizações também devem abraçar a necessidade de melhorar as estratégias de diversidade, equidade e inclusão para impulsionar o progresso verdadeiro e mensurável.

  1. – O papel da confiabilidade – Como o trabalho híbrido veio para ficar, as empresas agora enfrentam desafios operacionais e de conformidade crescentes, além da complexidade existente em torno da gestão de pessoal, recrutamento e retenção. De acordo com a série de pesquisas de RH da ADP, 20% das organizações ao redor do mundo com 25 a 99 funcionários dizem estar lutando contra questões de conformidade e regulamentação.

À medida que as iniciativas de retorno ao trabalho evoluem, esse número provavelmente aumentará. Como resultado, as empresas precisam de acesso a dados confiáveis que podem usar em tempo real para tomar decisões, atender às expectativas de conformidade dos clientes e garantir que os funcionários se sintam seguros em seus locais de trabalho.

Imagem: fatido_CANVA
  1. – O impacto da inovação – O trabalho está mudando rapidamente, e as organizações precisam estar sempre atualizadas. Há também a necessidade de facilitar o desenvolvimento dos funcionários. De acordo com o relatório “People at Work: A Global Workforce View”, do ADP Research Institute, 28% dos funcionários assumiram papéis novos ou mutáveis à medida que os mercados de trabalho foram mudando e as prioridades dos negócios, evoluindo.

Agora, muitos membros da equipe querem continuar sua jornada adicionando novas habilidades e certificações para ajudar a ampliar seus horizontes. Embora isso torne os funcionários mais valiosos, as empresas só podem colher os benefícios se fornecerem oportunidades contínuas para o desenvolvimento de habilidades e o crescimento de carreiras.

“Para ter sucesso em um mundo pós-pandemia, as organizações devem reconhecer o poder das pessoas, abraçar a necessidade de flexibilidade e cumprir a promessa de tomada de decisão de RH orientada para as carreiras de seus colaboradores”, finaliza a vice-presidente de Recursos Humanos da ADP na América Latina. – Fonte e outras informações: (https://www.adp.com.br).