Mercado Fitness no Brasil está em plena expansão

O País é o segundo em números de academias de acordo com a IHRSA, associação internacional representante do mercado fitness no mundo. O setor foi um dos menos atingidos pela pandemia, ficando em média três meses sem atividades. Em São Paulo, por exemplo, as academias fecharam no final de março e voltaram a funcionar em meados de julho. Apesar de estudos feitos pela Universidade de Oslo confirmarem que não há perigo adicional de contágio pelo Coronavírus aos frequentadores de academia, a reabertura das academias gerou polêmica.

Para Fernando Nero, empresário do mercado fitness há mais de 20 anos, existe uma explicação para esse sentimento: “Em tempos de crise sanitária, as pessoas procuram cuidar mais da saúde e fortalecer o sistema imunológico, esses cuidados passam pela atividade física. Além disso, as academias se prepararam para esse retorno, disponibilizando álcool em gel, mantendo o distanciamento entre os alunos e professores e exigindo o uso de máscara por todos.”

Apesar do Brasil movimentar mais de 2 bilhões por ano, ainda há muito espaço para crescimento. Estima-se que 47% da população não pratica o mínimo de atividades físicas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde – 150 minutos por semana.
O ano de 2021 se mostra promissor, mesmo a pandemia ainda sendo uma realidade. “O segmento no Brasil espera a adesão de pessoas que não praticavam atividades físicas antes do novo coronavírus, assim como aconteceu na China.

No país da Ásia Oriental, 35% das matrículas realizadas após a liberação das academias foram efetuadas por pessoas que nunca pensaram em frequentar este tipo de ambiente. Essa atitude é esperada no Brasil, onde apenas 4% da população realiza exercícios físicos em academias”, explica Fernando. A aposta será em locais com serviços cada vez mais específicos: treinamentos, condicionamento físico, danças,etc – conhecidas como academias boutiques.

Porém, sem descartar o mercado de academias low cost. Dentro desse cenário, um novo projeto sai do papel: a Ultra,nova empreitada do empresário Fernando Nero, que promete trazer um conceito inédito para o mercado nacional. O modelo de negócio do Grupo Ultra vai oferecer opções de franquias fitness para todos os tipos de investidores – desde o pequeno empresário até investidores profissionais.

Em média, uma academia padrão custa em torno de 3 milhões de reais. Neste caso, engloba produtos como a academia Ultra, com formato convencional low cost, e as academias boutiques, especializadas em treinamentos específicos – bike, condicionamento físico, balé, entre outros –, acopladas dentro da própria academia, trazendo um grande diferencial para ela.

“Esse modelo não existe no Brasil e vai inaugurar uma nova geração de academias para o segmento low cost”, analisa Fernando. Cerca de 30 academias serão inauguradas nas principais cidades brasileiras nos primeiros meses de 2021, com destaque para a 1ª unidade que começou no último dia 15, na Rua Augusta em São Paulo.

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