Lazer e Cultura 21/10/2016

Órfã

“Abuela” cria reflexão sobre a infância, a violência contra a mulher e os sonhos.
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A Cia. Alô, Doçura! adapta o conto “A Incrível e Triste História da Cândida Erêndira e sua Avó Desalmada”, do colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014), em “Abuela”

A montagem narra o drama de uma menina órfã de 14 anos que é forçada a trabalhar para a sua avó. Certo dia, ela derruba, acidentalmente, uma vela acesa e provoca um incêndio no casarão onde as duas viviam. A desalmada senhora obriga a neta a se prostituir para compensá-la por todo o dano que provocou. As atrizes Jhennifer Peguim, Juliana Matheus e Paula Ramos se revezam em um jogo com as palavras e imagens-ações para contar essa história. A ideia da trupe, que costuma trabalhar com temas ligados ao feminino e ao universo da América Latina, é usar o realismo fantástico de Márquez para criar uma série de reflexões sobre a infância, a violência contra a mulher e os sonhos.

Serviço: iNBOX Cultural, R. Teodoro Sampaio, 2355, Pinheiros. Sextas às 21h. Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia). Até 04/11.

REFLEXÃO

NA EXECUÇÃO DO MELHOR

“Consideremo-nos uns aos outros para nos estimularmos à caridade e às boas obras”. – Paulo. (Hebreus, 10:24.). Desertaram companheiros dos quais contávamos receber apoio e incentivo para a realização do serviço que nos compete. Determinados amigos tomaram destaque nos interesses do mundo e empreenderam grandes negócios materiais. Outros grangeajaram influência política e como que se afastam da senda que palmilhamos. Outros ainda adquiriram prolongados compromissos de natureza familiar e jazem aparentemente agrilhoados às paredes domésticas. Surgem os que receberam encargos públicos e distanciaram-se transitoriamente de nós. Vemos os que conquistaram títulos profissionais, depois de aturados estudos, figurando-se-nos arremessados a vínculos outros, compelidos a centralizar atenções e energias, em assuntos que nos escapam. Assinalamos os que sofrem pequeninos desenganos, bandeando-se para novas esferas de atividade. Aparecem os que se dizem necessitados de mais dinheiro e despedem-se no rumo de aquisições que não mais se coadunam com o nosso modo de pensar e de ser. Abraçamos, sensibilizados, os que se afirmam tangidos por imposições particulares, largando-nos o convívio por se transferirem de residência. Em muitas ocasiões, somos naturalmente induzidos a lastimar essa ou aquela modificação, premidos por nossa fraqueza humana; entretanto, para todos os casos de semelhante expressão, a palavra do apóstolo Paulo é uma advertência ao otimismo e à serenidade. Seja qual for a posição a que nossos companheiros sejam chamados, consideremo-nos uns aos outros por irmãos necessitados de apoio recíproco e saibamos estimula-los à caridade e às boas obras, sustentando-lhes o ânimo no trabalho e auxiliando, quando nos seja possível, a cada um deles na execução do melhor.

Livro Palavras de Vida Eterna – F.C. Xavier.

Estreia

Guilherme Magon e Vinicius Calderoni.
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Os Arqueólogos, espetáculo escrito por Vinicius Calderoni com direção de Rafael Gomes, reestreia dia 25 de outubro. Na peça, dois locutores esportivos transmitem cenas corriqueiras vistas em uma praça. Pessoas caminham nas ruas, sem se dar conta de que os papeis rabiscados que trazem nos bolsos serão documentos históricos dentro de centenas de anos. Crianças brincam de caça ao tesouro. Um cachorro entra numa igreja, porque a porta estava aberta. Um pai tenta ensinar ao filho como se usa uma câmera fotográfica analógica. Arqueólogos do futuro dialogam sobre os vestígios de estranha civilização, avaliando relíquias recolhidas no início do século XXI. Com Guilherme Magon e Vinicius Calderoni.

Serviço: Viga Espaço Cênico, R. Capote Valente, 1323, Sumaré, tel. 3801-1843. Terças e quartas às 21h. Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia).

 

LP

Reprodução
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LP é abreviatura de Long Play, quando a música era composta e consumida entre lados A e B, como uma receita caseira. Essa é a inspiração de Luiza Possi no show “LP”: uma música sucinta, gravada na sala de casa e em parceria com o DJ Rodrigo Gorky, responsável por acrescentar beats eletrônicos à voz de Luiza. A pegada eletrônica está presente em “Sigo”, “Insight”, “Você tem o Dom” e Por Quanto Tempo”, além das releitura de “Como Eu Quero”, de Leoni e Kid Abelha. Ah, LP também tem outro significado: é a abreviação de Luiza Possi, de corpo e alma no palco.

Serviço: Teatro Porto Seguro, Al. Barão de Piracicaba, 740, Campos Elíseos. Terça (25) às 21h. Igressos: de R$ 60 a R$ 80.

Choro

Com uma formação inusitada e um repertório ousado, os músicos Pedro Augusto e Daniel Barba apresentam o ‘Roda de Dois’, projeto que se dedica a interpretar o chorinho e a música brasileira.

Serviço: Sesc Carmo, R. do Carmo, 147, Centro, tel. 3111-7000. De segunda a sexta às 12h15. Entrada franca. Até 21/10.

MONÓLOGO

A atriz Fernanda Cunha interpreta uma mulher que relembra a infância na fase final da ditadura militar no monólogo O Coração dos Homens, de Veronica Stigger. O texto evidencia tanto um conflito social da personagem como um conflito existencial.

Serviço: Sesc Consolação, R. Dr. Vila Nova, 245, tel. 3234-3000. Segunda a terça às 20h30. Ingresso: R$ 20. Até 8/11.

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