Lazer e Cultura 16/02/2016

Violência

Igor Marotti
  • Save

Com direção de Marcelo Drummond, a nova versão da obra de Plínio Marcos destaca violência nos relacionamentos

Na peça um triângulo amoroso claustrofóbico e interdependente. A versão destaca a violência nas relações. Neusa Suely é uma prostituta decadente e sem amor próprio que se relaciona com Vado, um gigolô violento e manipulador, interessados no dinheiro de sua companheira. Eles dividem a cama com Veludo, um faxineiro homossexual que rouba toda a grana do machista. O Teat(r)o Oficina classifica a peça como desmontagem pela maneira como Plínio vai desmontando as personagens, revelando camadas mais profundas que os estereótipos da prostituta, do gigolô violento, do gay aproveitador. A “desmontagem” também está relacionada à desconstrução do senso comum sobre Plínio, revelando a poesia e a força de seu texto. Censurada em sua primeira montagem, a peça é considerada a obra-prima do dramaturgo santista. O trio é interpretado por Sylvia Prado, Marcelo Drummond e Tony Reis.

Serviço: Teatro Oficina, R. Jaceguai, 520, Bela Vista, tel. 3106-2818. De quarta a sábado às 21h e aos domingos às 20h. Ingressos: R4 30 e R$ 15 (meia). Até 28/02.

REFLEXÃO

A LUZ SEGUE SEMPRE:

“E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram.” – (LUCAS, 24:11.). A perplexidade surgida no dia da Ressurreição do Senhor ainda é a mesma nos tempos que passam, sempre que a natureza divina e invisível ao olhar comum dos homens manifesta suas gloriosas mensagens. As mulheres devotadas, que se foram em romaria de amor ao túmulo do Mestre, sempre encontraram sucessores. Todavia, são muito raros os Pedros que se dispõem a levantar para a averiguação da verdade. Em todos os tempos, os transmissores de notícias de além-túmulo peregrinaram na Terra, quanto hoje. As escolas religiosas deturpadas, porém, somente em raras ocasiões aceitaram o valioso concurso que se lhes oferecia. Nas épocas passadas, todos os instrumentos da revelação espiritual, com raras exceções, foram categorizados como bruxos, queimados na praça pública, e, ainda hoje, são tidos por dementes, visionários e feiticeiros. É que a maioria dos companheiros de jornada humana vive agarrada aos inferiores interesses de alguns momentos e as palavras da verdade imortalista sempre lhes pareceram consumado desvario. Entregues ao efêmero, não crêem na expansão da vida, dentro do infinito e da eternidade, mas a luz da Ressurreição prossegue sempre, inspirando seus missionários ainda incompreendidos. (De “Vinha de Luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

MPB

Marcelo Jeneci.
  • Save

Marcelo Jeneci, eleito o melhor compositor de 2014 pela Associação Paulista de Críticos de Arte, apresenta o show do disco “De Graça”, indicado ao Grammy Latino do mesmo ano, na categoria melhor álbum de MPB. No repertório estão canções como “Um de Nós”, “De Graça”, “O Melhor da Vida” e “Nada a Ver”, além de “Pra Sonhar” e “Felicidade”, sucessos de seu primeiro disco.

Serviço: Tom Jazz, Av. Angélica, 2331, Consolação, tel. 3255-0084. Sexta (19) às 22h. Ingresso: R$ 100.

Lado b

Otto apresenta o show Recupera
  • Save

O cantor Otto apresenta “lado b” no show Recupera, como o próprio nome diz, é um show que se dedica às canções que sempre ficaram de fora do seus set lits anteriores. A turnê tem direção e concepção artística do prório Otto, que sobe ao palco acompanhado dos músicos da Jambro Band: Guri (guitarra), Junior Boca (guitarra), Carranca (bateria), Rian (baixo), Marcos Axé e Malê (percussão) e Bactéria (teclado). No repertórios dos shows, além de canções como O que dirá o mundo, Distraída pra morte, Tento entender, Lágrimas negras e Indaguei a mente, Otto também traz seus sucessos em novas roupagens. O bis é dedicado para a inspiração do cantor no dia, bem como ao pedidos do público.

Serviço: Sesc Santo Amaro, R. Amador Bueno, 505, Santo Amaro, tel. 5541-4000.Quinta (18) e sexta (19) às 21h. Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia).

Afro

O quinteto de música instrumental cubana Batanga & Cia recria a atmosfera das jam sessions das casas de jazz da Havana dos anos de 1940 e 1950. A apresentação tem participação de Sapopemba, cantor,
percussionista e ogã (responsável pelos atabaques e instrumentos auxiliares em rituais africanos e afro-brasileiros). O grupo traz o ritmo batanga, apresentado por Bebo Valdés em Cuba, em 1952, que naquela época ficou ofuscado pela popularidade do mambo. Os instrumentos utilizados, bem como as formas de
afinação, foram especialmente escolhidos pelo quinteto para alcançar a sonoridade característica da época. Batanga & Cia foi formado no início de 2013 por músicos cubanos multi-instrumentistas atuantes no circuito de música latina no Brasil e em São Paulo. Tem como diferencial a troca e execução de mais de um instrumento pelos mesmos músicos da banda e um repertório que resgata sones, danzones, cha cha chas, batangas, rumbas, boleros e outros ritmos afro-cubanos.

Serviço: Sesc Campo Limpo, R. Nossa Senhora do Bom Conselho, 120, tel. 5510-2700. Sábado (27), às 20h. Entrada franca.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

0 Shares
Share via
Copy link
Powered by Social Snap