Lazer e Cultura 14/10/2015

Causos

Cena de “Errantes”.
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Em “Errantes” andarilhos-bufões que supostamente escaparam de um Massacre, se escondem em um circo e passam a trabalhar como limpadores de excrementos de animais. Mas esses insistem em voltar para a vida do cangaço e logo se deparam com a realidade do mundo, tendo que se transformar em artistas de rua para sobreviver nas (des)ordens urbanas. Três figuras escatológicas, andarilhas, sem teto, sem documentos, sem governo, sem destino certo. Mas com um único objetivo: contar histórias, causos sobre uma vida que eles defendem em um bando do cangaço. Não seria o bando de Lampião, nem Corisco, mas sim, o bando que somente as figuras conseguem acreditar ter participado. Com Léo Santiago, Luciano Santiago e Marcelo de Sousa (aprendiz convidado).

Serviço: Sesc Campo Limpo, R. Nossa Senhora do Bom Conselho, 120, tel. 5510-2700. Sábado (17) às 19h. Entrada franca.

REFLEXÃO

ENQUANTO TEMOS TEMPO.

“… Enquanto temos tempo, façamos bem a todos…” – Paulo. (Gálatas, 6:10.)  Às vezes, o ambiente surge tão perturbado que o único meio de auxiliar é fazer silêncio com a luz íntima da prece. Em muitas circunstâncias, o companheiro se mostra sob o domínio de enganos tão extensos que a forma de ajuda-lo é esperar que a vida lhe renove o campo do espírito. Aparecem ocasiões em que determinado acontecimento surge tão deturpado que não dispomos de outro recurso senão contemporizar com a dificuldade, aguardando melhores dias para o trabalho esclarecedor. Repontam males na estrada com tanta força de expansão que, em muitos casos, não há remédio senão entregar os que se acumpliciam com eles às conseqüências deploráveis que se lhes fazem seguidas. Entretanto, as ocasiões de construir o bem se destacam às dezenas, nas horas do dia a dia. Uma indicação prestada com paciência… Uma palavra que inspire bom ânimo… Um gesto que dissipe a tristeza… Um favor que renova a aflição… Analisemos a trilha cotidiana. A paz e o concurso fraterno, a explicação e o contentamento são obras morais que pedem serviço edificante como as realizações da esfera física. Ergue-se a casa, elemento a elemento. Constrói-se a oportunidade para a vitória do bem, esforço a esforço. E, tanto numa quanto noutra, a diligência é indispensável. Não vale esperança com inércia. O tijolo serve na obra, mas nossas mãos devem busca-lo.  Livro Palavras de Vida Eterna – F.C. Xavier.

Vivências

Cena do espetáculo “Minha Cidade Pode Não Ser A Sua”.
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“Minha Cidade Pode Não Ser A Sua” foi inspirado em diferentes vivências que Walmir Pavam teve como artista orientador de teatro em São Paulo, principalmente de uma experiência no CEU Três Lagos, bairro do Grajaú, em 2004, como artista orientador no Programa Vocacional da SMC-SP. O texto não se limita a reproduzir uma experiência local, mas busca, a partir da situação específica, universalizar uma questão recorrente em outras grandes cidades do Brasil e do mundo. A peça mostra diversas possibilidades de relações entre centros e periferias, e como são mais contraditórias do que normalmente se pensa, exemplos são: a jovem pobre de periferia que persiste com seu desejo de ser escritora e o menino rico que quer conhecer um bairro de periferia. Histórias da cidade que se sucedem. Com Clayton Campos, Lígia Botelho, Lilian Domingos, Walmir Pavam. (Núcleos Urbanos).

Serviço: Sesc Campo Limpo, R. Nossa Senhora do Bom Conselho, 120, tel. 5510-2700. Sexta (23), sábado (24) às 20h e domingo (25) às 19h. Entrada franca.

Estreia: “Desilusão das Dez Horas”

Inspirado no poema homônimo de Wallace Stevens, um dos mais importantes poetas americanos, e com uma referência obliqua ao episódio bíblico em que as filhas de Ló embriagam o próprio pai para deitarem-se com ele, o espetáculo Desilusão das Dez Horas estreia no dia 14 de outubro. Contado pelo filho, Desilusão das Dez Horas é um retrato poético atemporal de uma família que vive à sombra da ausência do pai e dos maridos, marinheiros que passam semanas e até meses em alto mar. Entre a amarga insatisfação da filha e o aparente conformismo da mãe vão se revelando uma rotina de desejos não saciados e a hipocrisia das pequenas comunidades onde todos se conhecem e todos se escondem. Com Helio Cicero, Mônica Granndo, Marcela Grandolpho e Alberto Guiraldelli.

Serviço: Viga Espaço Cênico, R. Capote Valente, 1323, Sumaré, tel. 3801-1843. Quartas e quintas às 21h, dias 26/11 e 03/12 não haverá apresentação. Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia).

Dupla identidade

O espetáculo Doppelgänger, ou o Mito do Duplo estreia na proxima quinta (22). Com texto e direção de Domingos Oliveira, a obra narra a história de um casal de atores famosos, Julio e Julia, em um casamento insuportável e suas conversas com o psicanalista. Os sentimentos são tão divididos que um dia o homem vai embora, mas, ao mesmo tempo, fica. Tal possibilidade torna-se viável pelo viés do mito germânico do doppelgänger. Não se trata de um homem com transtorno de identidade, mas alguém com um duplo de carne e osso. Segundo a lenda, existe um mundo de pessoas duplicadas. Elas seriam iguais em tudo à pessoa original, porém trariam consigo Morte e Destruição. Muitas vezes é considerado um ente maligno, como os íncubos ou os vampiros, ou um segundo corpo, em luta para roubar a alma do ‘eu’ original. Julio Matos (Ricardo Kosovski) e Julia Vieira (Priscilla Rozenbaum) são um casal de atores de TV e teatro. Juntos há muito tempo, os dois vivem uma relação de ódio até que, após uma discussão, Julio decide sair de casa. No entanto, um outro, seu duplo, fica. O que se sucede é a impossibilidade da coexistência dos dois em um mesmo espaço. A maior parte da trama se passa no consultório de Marco Aurélio (André Mattos), psicanalista de Julio e apaixonado por Julia.

Serviço: Sesc Pinheiros, R. Paes Leme, 195. De quinta a sábado às 20h30. Ingressos: R$ 25 e R$ 12,50 (Meia). Até 14/11.

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