Geral 25/08/2016

Devastada, Amatrice é polo turístico e gastronômico italiano

Trabalho de busca por vítimas em Amatrice, no centro da Itália.
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Amatrice, a cidadezinha italiana de 2,6 mil habitantes devastada por um terremoto na madrugada de ontem (24), é considerada um dos vilarejos mais belos do país

Fundado na Idade Média, o município abriga mais de 100 igrejas históricas e faz parte do Parque Nacional del Gran Sasso e Monti della Laga, o terceiro maior da Itália. Por conta disso, é um conhecido destino turístico da região do Lazio.
Além disso, amantes dos pássaros viajam a Amatrice para observar a águia-real, que tem na cidade um de seus principais locais de nidificação. Seu centro histórico, destruído pelo tremor, era rodeado por um sistema de fortificações, com alguns trechos visíveis até os dias de hoje. No coração do município, se destaca a Torre Cívica, feita de pedra e que se ergue a 25 metros de altura em frente à Prefeitura. Ela é datada do século XIII.
A cidade também é um polo da gastronomia italiana por ser uma importante produtora de guanciale e queijo pecorino, dois ingredientes do molho matriciana, que deve seu nome a Amatrice. Em 2015, o município entrou para o guia “I borghi più belli d’Italia” (“Os vilarejos mais belos da Itália”), que reúne cidadezinhas pitorescas com o melhor da tradição do país.
No próximo fim de semana, receberia o Festival do Espaguete à Matriciana, por isso estava repleta de turistas. O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, afirmou que o terremoto atingiu 6,2 gaus “deixando ao menos 120 mortos”. A Defesa Civil italiana informou que, do total de mortes, 86 foram registradas em Accumoli e Amatrice e as outras 34 em Arquata. Seu centro histórico foi devastado, e a cidade foi literalmente dividida em duas (ANSA)

‘Mercosul não aguenta sem um grande acordo’, diz embaixador

Embaixador Mario Vilalva, na Comissão de Relações Exteriores do Senado.
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A conclusão da negociação de um acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia será uma das prioridades do embaixador designado para a Alemanha, Mario Vilalva, cuja nomeação foi aprovada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado. O relator da mensagem presidencial foi o senador Armando Monteiro (PTB-PE), que ressaltou o papel que a Alemanha pode exercer nas negociações.
O embaixador informou que já vem ajudando na organização de uma série de seminários na Universidade Católica de Lisboa sobre o acordo Mercosul-UE, que conta com a participação inclusive do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz. Ele é uma das lideranças históricas do Partido Social-Democrata alemão, que, junto com a Democracia Cristã, forma a chamada “grande coalizão” que sustenta o governo de Angela Merkel.
“O Mercosul não aguenta mais 10 anos sem fazer um acordo importante de livre comércio, fizemos poucos acordos até agora. Isso é uma consequência natural em processos de integração, e a Europa é nossa parceira”, afirmou Vilalva. Ele reconhece que essas negociações são “longas e complexas” e que só serão concretizadas se houver um compromisso efetivo de ambos os lados. Ele ressaltou que no ano passado foram assinados 18 acordos de cooperação, pelos quais a Alemanha prometeu aportar até 582 milhões de euros entre doações e linhas de crédito em setores como ciência, tecnologia, inovação, energia e Previdência, entre outros.
Ele anunciou que irá trabalhar pela efetivação desses investimentos e buscar outros, admitindo que o Brasil sofre hoje de uma “crise de imagem” na Alemanha, fruto de uma expectativa positiva em relação a nosso país existente no final da década passada, que acabou não se concretizando nos últimos anos. Vilalva lembrou ainda que a Alemanha é o “motor” da União Europeia, lidera o processo de reerguimento econômico no Bloco e trata diretamente com o Reino Unido a saída deste país. A nação germânica, observou, é ainda a quarta maior economia mundial, e também a maior exportadora líquida de capitais em todo o planeta (Ag.Senado).

Vila recebe atletas paralímpicos a partir de 1º de setembro

A Vila Olímpica, localizada na Barra da Tijuca, está sendo preparado para receber, a partir do dia 1º de setembro, mais de 6 mil atletas paralímpicos, com delegações de 176 países. O evento começa no dia 7. Como o local foi construído também para receber as delegações paralímpicas, em todos os prédios da Vila dos Atletas há unidades adaptadas para receber pessoas portadoras de deficiência física e dificuldade de locomoção.
Os apartamentos têm portas largas, chuveiros altos, corredores amplos com proteções que não só facilitam a locomoção como evitam quedas e transtornos. Os elevadores foram concebidos para receber até duas cadeiras de rodas simultaneamente. De maneira geral, todo o projeto está de acordo com as normas internacionais de acessibilidade para portadores de necessidades especiais.
A construção da vila ficou a cargo do consórcio Ilha Pura, formado pela Carvalho Hosken e pela Odebrecht Realizações Imobiliárias, que ficou responsável pela aquisição do terreno e implantação do projeto. Já as obras de infraestrutura interna, como saneamento básico e pavimentação de ruas ficaram sob a responsabilidade da prefeitura do Rio, que a partir de uma Parceria Público Privada desenvolveu toda a infraestrutura da Vila Olímpica (ABr).

‘Planeta irmão’ da Terra próximo ao Sol

Planeta temporario
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Um estudo coordenado pela Universidade Queen Mary de Londres descobriu um novo planeta “irmão” da Terra após mais de três anos de estudo. A novidade foi publicada na prestigiada revista “Nature” ontem (24).
O astro está rente à estrela Proxima Centauri, que é “vizinha” do nosso Sol, e foi batizado de “Proxima B”. Com os cálculos de distância e diâmetro, os cientistas determinaram que o planeta poderia ter água líquida em seu interior e é formado por um sistema rochoso semelhante à Terra. Com isso, ele poderia gerar vida como ocorre em nosso planeta.
Um primeiro indício da existência do “irmão” da Terra foi descoberta em 2013 e batizada de “Pale Red Dot” (“Pequeno Ponto Vermelho”). Usando e analisando dados coletados por dois telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO), que fica no Chile, os investigadores descobriram que, através de informações combinadas, tratava-se de um planeta e não de uma simples estrela. Os elementos coletados até o momento mostram que o “Proxima B” possui uma massa equivalente a 1,3 vez o tamanho da Terra e completa sua órbita a cada 11,2 dias.
De acordo com o coordenador do estudo, Guillem Anglada-Escudé, “a busca por vida no ‘Proxima B’ será nosso novo passo”. Para ele a “paixão” do grupo de especialistas fez com que fosse possível alcançar o resultado anunciado ontem. Essa é a segunda grande descoberta em questão de planetas anunciada em 2016. Em maio, a Nasa informou que o telescópio Kepler localizou 1.284 novos planetas desde julho do ano passado e que analisa a possibilidade de outros 1.327 terem esse status. Ainda de acordo com os norte-americanos, aproximadamente, 550 desses astros têm estruturas similares à Terra e que nove deles estão em zonas habitável de seu “sol” (ANSA).

Projeto que regulariza situação de servidores de cartórios é aprovado

Benedito de Lira relatou o projeto na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
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A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, ontem (24), projeto que visa legalizar a situação de servidores concursados de cartórios que mudaram de unidade de 1988 a 1994, entre a promulgação da Constituição Federal e o início da vigência da Lei dos Cartórios. Além de reguladas pela legislação estadual, as remoções foram homologadas pelo respectivo Tribunal de Justiça para terem validade. A proposta segue agora para votação pelo Plenário do Senado.
O relator do projeto foi o senador Benedito de Lira (PP-AL), que deu parecer favorável à proposta. A iniciativa insere dispositivo na Lei dos Cartórios para preservar todas as remoções de servidores concursados de cartórios até a entrada em vigor dessa legislação (18/11/94). De acordo com o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Federais, remoção é o deslocamento do servidor – a pedido ou de ofício, com ou sem mudança de sede – dentro do mesmo quadro funcional.
Até a vigência da Lei dos Cartórios, um servidor concursado podia mudar de cartório sem a necessidade de realização de novo concurso. Depois da lei, a remoção só ocorre mediante concurso de títulos e está restrita aos servidores que exercem a atividade por mais de dois anos. Para o relator, a proposta “mostra-se oportuna e conveniente”, pois reconhece a legalidade das remoções de concursados efetuadas de acordo com as regras vigentes antes da vigência da Lei dos Cartórios.
“Cumpre ao Estado preservar tais situações legitimamente criadas e respeitar a boa-fé daqueles que, confiando nas regras e decisões vigentes, assumiram a prestação dos serviços notariais e de registro à população.”, considerou Benedito de Lira em seu relatório. Ele rejeitou emenda, apresentada pelo senador Wilder Morais (PP-GO), que estabelecia período para validação das remoções, por considerar que isso desvirtuaria o projeto original (Ag.Senado).

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