Geral 07/12/2016

Pesquisa aponta homens e brancos como maioria no Ministério Público

Pesquisa indica que procuradores e promotores do Ministério Público são majoritariamente homens e brancos e têm cerca de 43 anos.
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Procuradores e promotores do Ministério Público (MP) no Brasil são majoritariamente homens e brancos, têm cerca de 43 anos e são filhos de pai com nível superior

A conclusão é de uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes e também por professoras da UFMG. Os dados foram obtidos em entrevistas com os servidores. Também colaborou o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
A pesquisadora Ludmila Ribeiro, da UFMG, compara os resultados obtidos com a demografia brasileira e analisa: “A instituição não incorpora as mulheres da forma que o mercado de trabalho deveria incorporar”, diz ela, que acrescenta outro aspecto do perfil do MP: “A gente tem uma sobrerepresentação de brancos dentro do MP”. O Brasil tem uma população formada por cerca de 51% de mulheres, enquanto no MP as procuradoras e promotoras representam 30% do total de funcionários.
Já a proporção de 40% de pardos na população brasileira cai para 20% no grupo analisado. Seguindo a nomenclatura do IBGE, os pretos são 2% no MP e 8% no Brasil. Para Ludmila, o que mais impressiona é a origem social dos procuradores e promotores, e o dado ajuda a caracterizar o perfil chamado de elitizado pela pesquisa. Uma fatia de 60% de promotores e procuradores declara que seu pai tem nível superior, enquanto apenas 9% dos homens brasileiros com mais de 50 anos têm diploma.
Em relação às mães, são 47% com nível superior, percentual bem maior que os 8,9% de mulheres com mais de 50 anos formadas em faculdades.
Outro dado importante é que 30% dos promotores e procuradores têm avós, tios, primos ou algum parente na área jurídica. “A gente está falando de uma elite da população brasileira”, diz a pesquisadora. Ludmila acredita que a disparidade não é acidental. Com o nível de dificuldade e os requisitos do concurso para a promotoria, o acesso se torna bastante restrito.
Ela destaca que a experiência exigida de três anos de advocacia, quando trabalhada de modo efetivo e para sustento próprio, dificulta a preparação para as provas. Muitas vezes a saída para quem tem a oportunidade é contar com o apoio financeiro de familiares e trabalhar esporadicamente para contabilizar os anos de experiência. “É alguém que pode colocar seu nome em uma petição ou outra e fazer um trabalho como advogado uma vez ou outra e se dedicar efetivamente a esse concurso”, diz Ludmila.
Apesar disso, ela pondera que o concurso também tem benefícios, como impedir a nomeação direta de “amigos” e, dessa forma, garantir maior imparcialidade. “É uma faca de dois gumes”. O questionário foi respondido entre fevereiro de 2015 e 2016 por 899 dos 12.326 membros dos MPs federais e estaduais no Brasil. Também foi perguntado aos promotores e procuradores quais foram os três principais objetivos ao ingressar na carreira e 98% declararam que desejavam “realização de justiça” e 92% queriam “estabilidade no cargo”. “Atuar no combate à criminalidade” foi um desejo manifestado por 75%, e a “remuneração” foi motivação para 74%. Dos que responderam à pesquisa, 64% disseram buscar “proteger a população de baixa renda” com o exercício da profissão (ABr).

Seis em cada dez brasileiros se dizem preocupados

Os sentimentos de preocupação com relação ao futuro voltaram a crescer.
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De acordo com dados do Pulso Brasil, monitoramento mensal de opinião pública da Ipsos, 60% dos brasileiros se declararam “preocupados” em relação ao futuro no último mês, ante 54% em outubro e 49% em setembro. A pesquisa foi realizada de 1 a 13 de novembro, com 1.200 entrevistas presenciais em 72 cidades brasileiras. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Além da preocupação, o sentimento de revolta também cresceu no último mês: saiu de 19% para 26% em novembro ante o mês anterior, alta de sete pontos percentuais. Já o otimismo caiu pela metade, tendo retraído para 7%, ante 16% em outubro e 19% em setembro. O conformismo também caiu, de 8% em outubro para 5% em novembro.
utros índices medidos por Ipsos, como ‘Rumo do País’ e ‘Avaliação do Presidente’, também demonstraram leve piora em novembro, ainda que dentro da margem de erro. O percentual dos que acreditam que o país está no rumo errado registrou 89% em novembro, ante 83% no mês anterior. É a primeira vez que o índice negativo variou para cima desde abril.
Já os que acreditam que o Brasil está no rumo certo recuou de 17% em outubro para 11% em novembro. “Os sentimentos de preocupação e revolta com relação ao futuro do Brasil voltaram a crescer por conta da falta de respostas tangíveis na economia e pela crise de liderança no país – a desaprovação aos políticos, de um modo geral, continua alta, bem como a desaprovação à figura do presidente Michel Temer e a sua gestão”, afirma Danilo Cersosimo, diretor da Ipsos Public Affairs, responsável pelo Pulso Brasil.
Houve, ainda, piora no indicador Avaliação do Presidente: 52% classificaram a atuação do presidente como ruim ou péssima, ante 46% em outubro. É a primeira vez que a avaliação ruim/péssima do presidente passa dos 50% desde junho deste ano. Já o percentual dos que classificam a atuação do presidente como “ótima ou boa” registrou leve queda, de 9% em outubro para 7% em novembro. Os que avaliam a gestão do Executivo como regular teve variação para baixo de um ponto percentual e fechou novembro em 31%. Fonte: (www.ipsos.com.br).

Grappa será certificado nos EUA

A grappa, aguardente de uva típico da Itália, será o primeiro destilado com Indicação Geográfica Protegida do país a ser comercializado nos Estados Unidos, graças a um investimento de fundos europeus. O anúncio foi realizado pela AssoDistil, associação nacional do setor. “A partir de 2017 poderemos abrir caminho para novos eventos promocionais com o objetivo de promover a grappa e seu sabor único entre os consumidores norte-americanos”, disse Cesare Mazzetti, presidente do comitê nacional da entidade.
Os Estados Unidos representam o mercado mundial mais cobiçado pelos empresários do setor de bebidas destiladas. “Atualmente, pouco mais de 25% dos nossos destilados podem tomar o caminho das exportações, o potencial de mercado é enorme. Durante a Expo [Milão 2015], foi demonstrado um grande interesse do público”, ressaltou Mazzetti.
A AssoDistil pretende seguir o caminho já traçado pelos grandes vinhos italianos, amados em todo o mundo. “Hoje, nossas bebidas, símbolo do Made in Italy, e os outros espíritos da nossa tradição de destilação têm características sensoriais, qualidade e requinte. Nada inferior aos nossos vinhos nobres e aos destilados de prestígio de outros países”, concluiu (ANSA).

Identificada múmia da rainha egípcia Nefertari

Nefertari foi esposa de Ramsés II, faraó do Egito, e nasceu cerca de 1.290 a.C.
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Um grupo de arqueólogos anunciou ontem (6) ter identificado a múmia da rainha egípcia Nefertari. De acordo com os especialistas, estão no Museu Egípcio de Turim, na Itália, as pernas de uma das monarcas mais célebres do Antigo Egito. O estudo foi realizado por arqueólogos internacionais sob coordenação da Universidade de York, no Reino Unido, e publicado no “Plos One”. Nefertari foi esposa de Ramsés II, faraó do Egito, e nasceu aproximadamente 1.290 a.C. Sua morte ocorreu em 1.254 a.C.
Segundo os especialistas, as pernas de Nefertari estão conservadas em uma urna. Foram realizados exames químicos, análises antropológicas e datações de carbono para identificar o corpo, cujos indícios apontavam para uma mulher de 40 anos de idade. O material usado para embalsamar as pernas também corresponde aos métodos usados em mumificações.
O corpo tinha sido encontrado em uma tumba no Vale das Rainhas, em 1904, pelo arqueólogo italiano Ernesto Schiaparelli. O local também contava com outros restos mortais que foram enviados para o Museu Egípcio de Turim. No entanto, apenas recentemente foram iniciados estudos para constatar se o corpo pertencia à rainha Nefertari (ANSA).

Brasil tem primeira queda em matemática desde 2003

O Brasil está estacionado entre os piores desempenhos do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), de acordo com os resultados da avaliação de 2015, divulgados ontem (6) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Pisa mediu o conhecimento dos estudantes de 72 países em leitura, ciências e matemática.
Nas três, a média dos estudantes brasileiros ficou abaixo da dos demais países. Em matemática, o país apresentou a primeira queda desde 2003, início da série histórica da avaliação. Em ciências, a média do Brasil foi 401 pontos, enquanto a média dos países da OCDE foi 493. Em leitura, o país obteve 407 pontos, abaixo dos 493 pontos dos países-membros da OCDE e em matemática, o desempenho brasileiro foi de 377 contra 490 da OCDE.
De acordo com os critérios da organização, 30 pontos no Pisa equivalem a um ano de estudos. Isso significa que, em média, os estudantes brasileiros estão cerca de três anos atrás em ciências e leitura e mais de três anos em matemática. O Pisa testa os conhecimentos de estudantes de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências. A avaliação é feita a cada três anos, e cada aplicação é focada em uma das áreas. Em 2015, o foco foi em ciências, que concentrou o maior número de questões da avaliação.
Em comparação com os demais países, o Brasil ocupa a 63ª posição em ciências; a 59ª posição em leitura e a 65ª posição em matemática. O ranking considera 70 economias. No topo do ranking de ciências estão Cingapura (556), o Japão (538) e a Estônia (534). Em leitura estão Cingapura (535), Hong Kong (China), o Canadá (527) e a Finlândia (526). Em matemática, Cingapura também aparece em primeiro lugar, com 564 pontos, seguida de Hong Kong (548) e Macau (China), com 544 pontos (ABr).

 
 

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