Presidente do Líbano rechaça extradição de Ghosn

O presidente do Líbano, Michel Aoun, afirmou ontem (3) que não pretende extraditar o executivo Carlos Ghosn para o Japão, onde é acusado de fraude fiscal. A declaração foi dada após Aoun ter recebido na capital Beirute o vice-ministro japonês da Justiça, Hiroyuki Yoshiie. O presidente alegou que Ghosn entrou no país de maneira legal, com passaporte francês e documento de identidade libanês – ele também tem cidadania brasileira.

Além disso, Aoun argumentou que não existe atualmente um acordo de extradição entre Beirute e Tóquio. O executivo é acusado no Japão de ter subnotificado rendimentos e desviado recursos da Nissan para fins pessoais, mas alega ser vítima de um “complô” de dirigentes da montadora com procuradores por causa de seus planos de ampliar a integração com a francesa Renault.

Ghosn era presidente das duas empresas e da Mitsubishi, que formam uma aliança automotiva, e chegou ao Líbano no fim de 2019, após ter conseguido fugir do Japão, onde estava em liberdade condicional desde abril passado (ANSA).

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