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Alimentação saudável aumenta em até 25% a concentração e produtividade nas empresas

em Espaço empresarial
quinta-feira, 07 de agosto de 2025

Nutrisaude defende restaurantes corporativos como alternativa ao vale-refeição e destaca os alimentos que impulsionam o desempenho no trabalho

Uma pesquisa da Onlinecurrículo com 500 brasileiros revelou que 57% dos trabalhadores priorizam refeições práticas e rápidas, como sanduíches (30%), salgados assados (27%), frituras (18%) e doces (18%) durante a jornada. Essas escolhas, comuns no dia a dia, afetam saúde, energia e produtividade. Diante desse cenário, os restaurantes corporativos ganham espaço: com cardápios equilibrados e acompanhamento nutricional, podem elevar em até 25% a produtividade e reduzir o absenteísmo.

“O vale-refeição é uma conquista importante como benefício, mas muitas vezes é usado sem orientação adequada, levando a escolhas que prejudicam saúde e desempenho. Nosso modelo de restaurante interno vai além do benefício tradicional, unindo saúde, produtividade e até 50% de economia para as empresas”, explica Victor Franco, CEO da Nutrisaude, que atende mais de 100 companhias como Shopee, Unimed, LATAM e O Boticário.

Estudos internacionais reforçam essa relação, como o realizado pela Harvard School of Public Health e que identificou ganhos de até 25% na produtividade com uma alimentação saudável, enquanto a Organização Mundial da Saúde associa boa nutrição à redução de doenças crônicas e afastamentos. Já a Organização Internacional do Trabalho estima perdas de até 10% na produtividade em locais onde predominam hábitos alimentares inadequados.

Para a nutricionista Alecsandra Françoise Lima, uma dieta bem planejada ajuda no controle do estresse e na manutenção da atenção, fundamentais em ambientes de alta demanda. Ela destaca alimentos ricos em ácido fólico, como agrião, brócolis, couve, feijão, lentilha, ervilha, abacate e fígado bovino, que apoiam o desempenho cognitivo. Já linhaça, peixes e azeite extravirgem fornecem ômega 3, essencial para a saúde dos neurônios. Além disso, ovos, brócolis e couve-flor, ricos em colina, contribuem para memória, foco e agilidade mental.

Entre os vilões do cardápio, Alecsandra alerta para os alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras ruins, açúcar e sódio, que geram picos de energia seguidos de queda, comprometendo o rendimento. Frituras, fast-food, doces e excesso de cafeína também podem prejudicar o sono e aumentar a ansiedade, reduzindo a produtividade.

Além dos benefícios à saúde, o modelo de restaurantes internos se mostra vantajoso frente à inflação da alimentação fora de casa, ajudando empresas a reduzir custos e a promover colaboradores mais saudáveis, focados e engajados. “A alimentação é o combustível que move as pessoas e, consequentemente, as empresas. Mudar o modelo de alimentação é alinhar saúde, eficiência e inovação para transformar a rotina de trabalho”, conclui Franco.