Turismo perdeu quase 50 mil estabelecimentos em seis meses

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Com menos estabelecimentos com vínculos empregatícios, o Turismo também sofreu em relação à empregabilidade. Foto: Adriano Abreu/tribunadonorte.com/reprodução

A crise fez com que o Turismo perdesse 49,9 mil estabelecimentos – com vínculos empregatícios – entre março e agosto, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC). O saldo negativo no período equivale a 16,7% do número de unidades ofertantes de serviços turístico verificado antes da pandemia. O surto de covid-19 afetou estabelecimentos de todos os portes, mas os que mais sofreram perdas foram os micro (-29,2 mil) e pequenos (-19,1 mil) negócios.

Regionalmente, todas as unidades da Federação registraram redução do número de unidades ofertantes de serviços turísticos, com maior incidência em São Paulo (-15,2 mil), Minas Gerais (-5,4 mil), Rio de Janeiro (-4,5 mil) e Paraná (-3,8 mil). De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros: “A aversão de consumidores e empresas à demanda, somada ao rígido protocolo que envolve a prestação de serviços desta natureza, tende a retardar a retomada do setor”. Até o fim de 2020, a Confederação projeta um saldo negativo de 42,7 mil estabelecimentos.

Com menos estabelecimentos com vínculos empregatícios, o Turismo também sofreu em relação à empregabilidade. Em seis meses de pandemia, foram eliminados 481,3 mil postos formais de trabalho, segundo o Caged. “A destruição destas vagas representou uma retração de 13,8% no contingente de pessoas ocupadas nessas atividades”, diz Fabio Bentes, economista da CNC responsável pela pesquisa. Os segmentos de agências de viagens (-26,1% ou -18,5 mil) e de hotéis, pousadas e similares (-23,4% ou -79,9 mil) registraram os cortes mais intensos.

A CNC calcula que, em sete meses (de março a setembro), o Turismo no Brasil perdeu R$ 207,85 bilhões. “Mesmo com as perdas ligeiramente menos intensas nos últimos meses, o setor explorou apenas 26% do seu potencial de geração de receitas durante o período”, destaca Bentes. O faturamento do Turismo apresentou queda de 56,7%, até julho, em relação à média verificada no primeiro bimestre. Ações desenvolvidas pelo governo foram essenciais para mitigar os efeitos da pandemia. O Turismo foi um dos primeiros ramos a sentir os efeitos da recessão e será um dos últimos a se recuperar (Gecom/CNC).

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