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Método do Inmetro pode ajudar no combate ao comércio ilegal de madeira

em Economia
quinta-feira, 25 de junho de 2026

Estudo foi publicado na revista científica internacional ACS Omega.

O Brasil possui cerca de 16 mil espécies de árvores, sendo algumas delas protegidas pela legislação ambiental, como o pau-brasil e o mogno. Após o corte, no entanto, a madeira perde características botânicas importantes, como folhas, flores e frutos, o que dificulta a identificação da espécie.

Atualmente, uma das principais técnicas utilizadas é a análise macroscópica da madeira, que exige treinamento especializado e nem sempre permite uma identificação conclusiva. Por isso, métodos instrumentais, como a quimiotipagem por espectrometria de massas, podem ser empregados em análises mais detalhadas.

O método desenvolvido pelo Inmetro usa uma pequena amostra da madeira para identificar seu perfil químico. Em cerca de um minuto, o equipamento gera uma espécie de “impressão digital química” da amostra. Depois, esse resultado é comparado com um banco de dados já construído pelos pesquisadores.

Segundo a pesquisadora Maíra Fasciotti, que coordenou o trabalho, a proposta é facilitar a identificação das espécies em situações ligadas à fiscalização. O novo método desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) pode tornar mais rápida a identificação de espécies de madeira. A tecnologia é capaz de apoiar ações de fiscalização e contribuir para o combate ao comércio ilegal, especialmente de espécies protegidas por lei. A pesquisa foi realizada no Laboratório de Análise Orgânica (Labor), da Divisão de Metrologia Química (Dquim), e publicada na revista científica internacional ACS Omega. O estudo apresenta uma abordagem baseada em espectrometria de massas para identificar espécies florestais a partir do perfil químico da madeira.

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