A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, está liderando uma missão à China para tratar de investimentos para o Brasil e a integração entre América do Sul e Ásia através do Pacífico. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também integra a comitiva para visitar o hospital inteligente da província de Zhejiang, cujo modelo será replicado no Brasil.
A agenda prevê visita ao Porto de Xangai, ponto estratégico para o projeto Rotas de Integração Sul Americana. Estruturado em cinco rotas, o programa do governo brasileiro visa otimizar a logística e fortalecer o comércio com os países vizinhos e a Ásia, conectando diversas regiões do Brasil através de projetos em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.
Operado pela Shanghai International Port Group, o Porto de Xangai conecta-se a mais de 700 portos em mais de 200 países e é a conexão asiática com o Porto de Chancay, no Peru, que faz parte do projeto brasileiro de integração. “A rota de Chancay é vantajosa não só por ser mais rápida, mas também por evitar canais com pedágios elevados, como os de Suez e Panamá. A rota bioceânica oferece uma economia logística substancial”, explicou o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), em comunicado.
Ao comparar as rotas marítimas para exportação entre o Brasil e Xangai, a pasta destaca que a via Pacífico (rota de Chancay) é a mais eficiente. Essa rota possui a menor distância marítima (17.230 quilômetros), o menor tempo de navegação (27 dias), o menor custo por tonelada (US$ 80) e a menor emissão estimada de gás carbônico (1,45 quilos por tonelada de combustível). Os ministros terão também reuniões com empresários e investidores (ABr).


