Com endividamento das famílias elevado, economista alerta que escolha do tipo de empréstimo pode ser tão importante quanto conseguir a aprovação. Dados do Banco Central ajudam a dimensionar o problema: em janeiro deste ano, a taxa média das novas operações de crédito livre para pessoas físicas chegou a 61% ao ano, alta de 6,7 pontos percentuais em 12 meses.
Até o BC reconhece, em seu Relatório de Política Monetária de junho, que o endividamento e o comprometimento da renda das famílias permaneciam elevados e que as variações de juros haviam sido maiores nas modalidades sem garantia.
Para o economista Noé Santiago, da Anidea, esse cenário exige uma mudança na pergunta feita pelo consumidor antes de contratar. “Não é apenas: ‘eu consigo esse crédito?’. A pergunta também deveria ser: ‘qual é a melhor forma de conseguir esse crédito?’. Dependendo da situação, utilizar um patrimônio como garantia pode abrir outras possibilidades que precisam ser comparadas antes da decisão”, explica, reiterando que a diferença está na estrutura da operação.

