Economia 28 a 30/09/2019

Confiança do consumidor avança na comparação anual

A queda do desemprego, somada ao avanço da reforma da previdência e liberação de recursos do FGTS deram uma injeção de ânimo ao consumidor brasileiro.

Há um cenário pouco mais otimista diante dos avanços na aprovação da reforma da Previdênciae a liberação dos saques do saldo do FGTS. Foto: dcomercio/reprodução

Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o Indicador de Confiança do Consumidor marcou 47,4 pontos em setembro, após alta de 3,3 pontos em agosto, quando foi registrado 48,2 pontos.

Na comparação com o mesmo mês de 2018, o indicador apresentou alta de 5,4 pontos. Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o cenário positivo da atividade econômica nos últimos três meses contribuiu para o resultado. “Ao longo dos próximos meses, o anúncio de uma agenda positiva poderá manter, e até aumentar, o quadro da confiança, recuperando o desgaste do primeiro semestre”, analisa. Apesar da melhora, ainda se observa uma certa frustração com a lentidão na retomada econômica.

Seis em cada dez brasileiros (60%) avaliam negativamente as condições atuais da economia. Para 30%, o desempenho é regular e apenas 9% acreditam que o cenário é positivo. Entre os principais motivos da avaliação negativa, os consumidores apontam alto índice de desemprego (71%), alta dos preços (65%) e taxas de juros elevadas (33%). Quando se trata da própria vida financeira, a maioria (48%) dos consumidores considera que sua situação não está boa nem ruim. Por outro lado, 35% têm uma percepção negativa e apenas 16% analisam sua vida financeira como positiva.

Entre os que dizem ter uma situação financeira ruim, o principal motivo está aliado ao alto custo de vida (56%), seguido do desemprego (30%) e da redução da renda familiar (24%). Para os que afirmam estar com uma boa situação financeira, pesa o fato de se ter conseguido pagar as contas em dia (55%), assim como fazer o controle das finanças (48%) e ter uma reserva financeira (29%). “Há um cenário pouco mais otimista diante dos avanços na aprovação da reforma da Previdência, as discussões que caminham para mudanças a partir da reforma tributária e a liberação dos saques do saldo do FGTS”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior (AI/CNDL-SPCBrasil).

Prefeito de Gênova impõe norma ‘anti-Vespa’

Turismo temporario
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Vespas mais antigas terão circulação restringida no centro de Gênova. Foto: ANSA

O prefeito de Gênova, Marco Bucci, assinou uma nova norma que proíbe a circulação de carros e motos mais poluentes no centro da cidade. A medida, apelidada pela imprensa local de “anti-Vespa”, chega em meio à mobilização de jovens por toda a Itália em defesa do meio ambiente e deve provocar mudanças na forma de locomoção na metrópole com maior índice de scooters do país.

A proibição entrará em vigor em 1º de novembro e valerá em todos os dias úteis, das 7h às 19h. Os alvos são veículos automotores privados movidos a gasolina com padrão de emissão Euro 1, carros a diesel Euro 2 e motos e ciclomotores Euro 1. Com isso, scooters como a Vespa PX, um dos modelos históricos da Piaggio, não poderão circular na zona e nos horários delimitados (ANSA).

Taxa de desemprego recuou para 11,8%

Agencia Brasil

A taxa de desemprego no país recuou para 11,8% no trimestre encerrado em agosto. O índice é inferior aos 12,1% do mesmo período do ano passado e aos 12,3% do trimestre em maio deste ano. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O total de desempregados chegou a 12,6 milhões em agosto, 3,2% a menos (ou 419 mil) do que em maio deste ano (13 milhões), mas estável em relação a agosto do ano passado. A população ocupada (93,6 milhões) cresceu 0,7% em relação a maio (mais 684 mil) e 2% na comparação com agosto do ano passado (mais 1,84 milhão de pessoas).

Turismo faturou R$ 20,4 bilhões em julho

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou na sexta-feira (27), Dia Mundial do Turismo, pesquisa inédita sobre o setor que mostra recuperação do segmento no Brasil. O estudo traz amplo panorama do Turismo no País, em um recorte que vai até julho de 2019, e aponta crescimento de faturamento e geração de empregos. De acordo com o ICV-Tur, em julho o Turismo faturou R$ 20,478 bilhões, aumento de 9% em relação a junho, e 1,5% acima de julho de 2018.

Os segmentos de Restaurantes e similares (R$ 10,844 bilhões) e Transporte de passageiros (R$ 5,641 bilhões) foram os que mais se destacaram. Juntos, os dois representaram 80,5% do volume de faturamento do setor e apresentaram crescimento de 4,9% e 20,2%, respectivamente, em relação a junho. Para José Roberto Tadros, presidente da CNC, o setor do Turismo tem conseguido se recuperar, ainda que em ritmo moderado.

“O crescimento do faturamento mensal dá indicativos de alta para os próximos meses, em sintonia com a performance esperada para a economia neste segundo semestre, principalmente em função das possibilidades de gastos dos consumidores”, avaliou. No acumulado dos nos sete primeiros meses de 2019, o faturamento total foi de R$ 136,731 bilhões, o maior montante dos últimos quatro anos (AC/CNC).

Aumentou a geração de empregos pelos pequenos negócios

De cada 10 empregos gerados no país em agosto, oito foram nos pequenos negócios. Esse é o dado revelado em análise feita pelo Sebrae, com base em dados do Caged. As micro e pequenas empresas (MPE) criaram 95.587 vagas de trabalho formais celetistas no país, no mês passado, enquanto as médias e grandes corporações geraram um quarto desse saldo.

Incorporando ao total de contratações feitas pela administração pública, o número de novos postos de trabalho foi de 121.387, com os pequenos negócios respondendo por quase 80% desse total, o melhor saldo do mês de agosto dos últimos cinco anos. “Os pequenos negócios mostram que o segmento é o futuro do Brasil, já que estão gerando empregos e renda a todo mês. Empreender está na alma do brasileiro”, afirma o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

No acumulado de janeiro a agosto, os pequenos negócios geraram 541,7 mil empregos, saldo 15 vezes maior que o registrado pelas médias e grandes empresas, tendo superado, ainda, em 6% o registrado pelos pequenos negócios no mesmo período do ano passado. O volume de postos de trabalho gerados pelas MPE no mês passado superou em 117% o saldo de julho e em 14,5% o resultado do mesmo mês em 2018 (AI/Sebrae).

IGP-M acumula taxa de inflação de 3,37%

Agência Brasil

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, teve uma deflação (queda de preços) de 0,01% em setembro. Em agosto, a deflação foi mais acentuada, com uma queda de preços de 0,67%. Os dados são da Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar das quedas de preços dos últimos meses, o IGP-M acumula taxas de inflação de 4,09% no ano e de 3,37% em 12 meses.

A alta da taxa de agosto (-0,67%) para setembro (-0,01%), foi puxada pelos preços no atacado e pelo custo da construção. A taxa do Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, subiu de -0,48% em agosto para -0,15% em setembro. Já o Índice Nacional de Custo da Construção passou de 0,34% para 0,60% no período. Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, teve queda, ao passar de uma inflação de 0,23% em agosto para uma deflação de 0,04% em setembro.

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