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Economia 27 a 29/08/2016

em Economia
sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Meta do G20 é elevar PIB mundial em 2% adicionais até 2018

Novo plano de ação atualiza as estratégias de crescimento que foram formuladas pelos países em 2014.

Estratégias para elevar o PIB coletivo mundial, reformas estruturais para o crescimento no médio prazo e as contribuições dos 20 países mais ricos para o cumprimento da Agenda 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, são os temas centrais da Cúpula de Lideres do G20 que vai ocorrer nos dias 4 e 5 de setembro, em Hangzhou, na China. Os principais resultados esperados foram apresentados, em Brasília, pelo Ministério das Relações Exteriores

O embaixador Carlos Márcio Cozendey confirmou que o presidente interino Michel Temer vai ao G-20. Viaja no dia 31 e retorna ao Brasil no dia 6, a tempo para as comemorações de 7 de setembro. Segundo o subsecretário-geral de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Cozendey, durante o evento deve ser aprovado um novo plano de ação, que atualiza as estratégias de crescimento que foram formuladas pelos países em 2014. A meta é elevar o PIB coletivo em pelo menos 2% adicionais até 2018.
“Haverá um exercício de monitoramento e de avaliação do impacto do atual plano de ação e os países vão indicar as medidas econômicas que pretendem adotar”, disse Cozendey. Entre os compromissos assumidos em 2014, até o momento 45% foram implementadas, 40% estão em execução, e 15% têm progresso limitado. Quando o grupo surgiu, em 2008, o objetivo era evitar que a crise se aprofundasse, com ações de curto prazo, ressaltou o embaixador.
“A situação da economia agora, não mostra recessão, mas tampouco há um crescimento vigoroso da economia internacional”, disse, ressaltando que serão colocados em discussão fatores estruturais que podem gerar crescimento no médio prazo”. Além das reformas que cada país deve indicar, a China quer colocar em discussão as temáticas da inovação, da economia digital e da nova revolução industrial, como forma de gerar um crescimento inovativo e inclusivo. No caso do Brasil, as reformas são as que o Ministério da Fazenda tem apresentado (ABr).

Bandeira tarifária continua verde

O sistema de bandeiras tarifárias foi adotado em janeiro de 2015.

Pelo sexto mês seguido, a bandeira tarifária que será aplicada nas contas de luz em setembro será verde, o que significa que não haverá nenhum valor adicional a ser pago pelos consumidores brasileiros. Ao definir a continuidade da bandeira verde, a Aneel, considerou o resultado positivo do período úmido e o aumento de energia disponível, com redução de demanda e a adição de novas usinas ao sistema elétrico brasileiro.
Havia uma expectativa no setor elétrico de que a bandeira pudesse passar para amarela no mês de setembro, principalmente porque o nível dos reservatórios das hidrelétricas das regiões Norte e Nordeste estão baixos para esta época do ano. Quando há pouca água nos reservatórios, é preciso acionar as termelétricas para garantir o suprimento de energia, o que encarece o custo da energia. O nível dos reservatórios no Nordeste está em 20% de sua capacidade máxima e, no Norte, o nível está em 48,4%.
Segundo a Aneel, a bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, mas uma forma diferente de cobrar um valor que já era incluído na conta de energia, por meio do reajuste tarifário anual das distribuidoras. A agência considera que a bandeira torna a conta de luz mais transparente e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente (ABr).

Inflação medida pela Fipe cai em São Paulo

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, recuou em 0,03% na terceira prévia de agosto. Na última apuração, a taxa tinha apresentado alta de 0,05% ante aumento de 0,24% na primeira prévia do mês.
Três dos sete grupos pesquisados apresentaram recuos, com destaque para habitação (de -0,37% para -0,53%), vestuário (de -0,67% para -0,35%) e transportes (de -0,08% para -0,07%).
Além dessas reduções, houve desaceleração em três classes de despesas: despesas pessoais (de 0,41% para 0,12%) ; educação (de 0,54% para 0,06%) e saúde (de 1,81% para 1,21%. Já no grupo alimentação, os preços subiram em média 0,31%, ante alta de 0,17% (ABr).