Economia 21/02/2019

Vale começa a remover moradores de áreas em Ouro Preto e Nova Lima

A mineradora Vale começou ontem (20) a retirar cerca de 75 moradores de áreas próximas a cinco barragens construídas pelo método a montante nas cidades de Ouro Preto e de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.

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Medida faz parte de plano de desativação de barragens a montante. Foto: Corpo de Bombeiros/MG

As remoções dos moradores faz parte do plano de descomissionamento (desativação) das barragens de Vargem Grande, em Nova Lima, e Forquilha I, Forquilha II, Forquilha III e Grupo, em Ouro Preto.

Na última segunda-feira (18), a Agência Nacional de Mineração (ANM) determinou que todas as barragens “a montante” existentes no país sejam extintas ou descaracterizadas até 15 de agosto de 2021. Segundo a empresa, cerca de 60 moradores serão transferidos preventivamente de 19 residências construídas na área de impacto da barragem de Vargem Grande, em Nova Lima, e outros 15 moradores de cinco casas localizadas na área rural de Ouro Preto.

“Os moradores da zona de autosalvamento serão contatados pela Vale e pela Defesa Civil”, afirmou a empresa. Segundo a Vale, os centros urbanos de Ouro Preto, Nova Lima, Itabirito e Congonhas não serão afetados pela medida. Em nota, a prefeitura de Nova Lima afirma só ter sido informada da necessidade de evacuação às 8h45 de hoje, quando a Vale avisou a Defesa Civil municipal e acionou o plano de emergência.

Uma equipe da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social também está oferecendo apoio às famílias. A Vale informou que haverá pontos de atendimento e que serão prestadaos assistência e apoio necessários aos moradores retirados. A mineradora também se comprometeu a disponibilizar abrigo para os animais. Mais detalhes, segundo a empresa, podem ser obtidos pelo telefone 0800 031 0831 ou pelo site (www.vale.com) (ABr).

Seminovos com maior giro de venda nas concessionárias

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Os veículos seminovos ficaram em média 15 dias em estoque. Foto: Renato Araújo/ABr

O Clio Hatch, o Focus e o Onix são os veículos seminovos com maior giro nas concessionárias brasileiras e permanecem entre 5 e 8 dias no estoque, desde a sua entrada na loja até a sua revenda online. Os dados foram retirados da plataforma Auto Avaliar, com base nas transações realizadas entre 2,5 mil concessionárias e 30 mil lojistas multimarcas no País durante o ano de 2018.

Segundo o levantamento da empresa, no geral, os veículos seminovos ficaram em média 15 dias em estoque no primeiro semestre. O repasse online de seminovos é atualmente uma alternativa para o varejo automobilístico reforçar seus negócios e paralelo às vendas do zero quilômetro. O valor médio das transações eletrônicas no ano foi de
R$ 29 mil por automóvel usado, ante os R$ 27 mil verificados no período anterior.

Segundo JR Caporal, CEO da Auto Avaliar, as concessionárias brasileiras estão reinventando seus negócios com a aposta no comércio eletrônico de seminovos. “O uso de uma plataforma B2B para comércio de veículos traz mais agilidade e garante, sobretudo, maior transparência no repasse de automóveis feito entre concessionárias e lojistas”, comenta. “Para se ter uma ideia, a rentabilidade dos nossos clientes com o repasse de veículos chega a dobrar, impulsionado especialmente pela gestão eficiente e controle efetivo na operação”, acrescenta Caporal (AI/Auto Avaliar).

Maioria considera estar com estoques adequados

O Índice de Estoques (IE) do comércio varejista paulistano subiu em fevereiro, atingindo 119,2 pontos, ante os 115 pontos em janeiro, alta de 3,7%. Em relação ao mesmo período do ano passado, a elevação foi de 5%. Os dados, levantados pela FecomercioSP, captam a percepção dos varejistas sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas, variando de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos cem pontos é o limite entre inadequação e adequação.

O indicador de estoques segue trajetória positiva desde o fim de 2018 e começa o ano exatamente como a FecomercioSP antecipou, com queda da média de estoques excedentes a um patamar quase considerado normal. A tendência é que essa alta tenha continuidade em março, visto que os estoques acima do desejado continuam abaixo do padrão que se via no começo do ano passado.

Em fevereiro, 59,4% dos empresários consideraram seus estoques adequados, alta de 2,2 pontos porcentuais (p.p.) em relação ao mês anterior. Segundo a Entidade, resultado bastante positivo, praticamente a média histórica pré-crise, de 60%. A proporção de comerciantes que declararam ter excesso de mercadorias permaneceu praticamente a mesma, 26,9% em fevereiro, ante 26,8% em janeiro. Já os que consideram ter estoques baixos caiu 2,1 p.p. (13,3%) (AI/FecomercioSP).

Confiança da indústria cresce 0,9 ponto

Agência Brasil

O Índice de Confiança da Indústria apresentou um crescimento de 0,9 ponto na prévia de fevereiro, na comparação com o resultado consolidado de janeiro. Com isso, o indicador atingiu 99,1 pontos, o maior desde agosto de 2018. A alta foi provocada por uma melhora na percepção dos empresários em relação ao momento presente, medido pelo Índice da Situação Atual, que cresceu 2 pontos e chegou a 99.

A confiança no futuro, no entanto, medida pelo Índice de Expectativas, recuou 0,3 ponto, indo para 99,2 pontos. Depois de quatro quedas consecutivas, o resultado preliminar de fevereiro teve alta de 0,4 ponto percentual do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci), para 74,7%. O resultado final da pesquisa será divulgado na próxima terça-feira (26).

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