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Economia 12 e 13/10/2016

em Economia
terça-feira, 11 de outubro de 2016
As instituições aumentam suas taxas para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência.

Taxas de juros têm a 24ª elevação consecutiva

As instituições aumentam suas taxas para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência.

As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em setembro, sendo esta a nona elevação em 2016 e vigésima quarta elevação consecutiva

Para Miguel José Ribeiro De Oliveira, Diretor Executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, estas elevações podem ser atribuídas aos seguintes fatores:
“Cenário econômico que aumenta o risco do crescimento nos índices de inadimplência. Isso se deve ao fato dos índices de inflação mais elevados, ao aumento de impostos e aos juros cada vez maiores reduzirem a renda das famílias. Além disso, a recessão econômica, o que deve promover no crescimento dos índices de desemprego. Tudo isto somado e o fato de que as expectativas para 2016 serem igualmente negativas leva as instituições financeiras a aumentarem suas taxas de juros para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência”.
Já para os próximos meses, Miguel acredita que tendo em vista o cenário econômico atual, que aumenta o risco de elevação dos índices de inadimplência, a tendência é de que as taxas de juros das operações de crédito voltem a ser elevadas nos próximos meses. “Há, entretanto, a possibilidade do Banco Central começar a flexibilizar sua política monetária a partir deste mês reduzindo a Selic. Se este fato ocorrer pode contribuir para que as taxas de juros das operações de crédito comessem igualmente a ser reduzidas nos próximos meses. Mas isto vai depender de que a inadimplência fique estável”, explica (Anefac).

Varejo paulista deve contratar cerca de 20 mil temporários

Cerca de 50% das oportunidades devem se concentrar no varejo de vestuário, tecidos e calçados.

As festas de final de ano devem consolidar o movimento de retomada nas vendas do varejo paulista, com maior geração de empregos e renda. Segundo projeção da FecomercioSP, a contratação de trabalhadores temporários para o fim deste ano deve superar a criação de cerca de 15 mil vagas em 2015 e alcançar a marca de 20 mil empregos até dezembro.
Cerca de 50% das oportunidades devem se concentrar no varejo de vestuário, tecidos e calçados, outros 25% serão destinadas aos supermercados e o restante será dividido entre os segmentos de lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, lojas de móveis e decoração e farmácias e perfumarias. Após um primeiro semestre de resultados ruins, tanto no quesito vendas quanto na geração de empregos, a resolução do quadro político promoveu uma recuperação nos indicadores de confiança, tanto de consumidores quanto de empresários.
Em julho, o varejo paulista alcançou o primeiro saldo positivo do ano com a criação de 401 postos de trabalho. Assim, diante da expectativa de recuperação das vendas do comércio nesse segundo semestre, mesmo que de forma tímida e gradual, que deve continuar em 2017, a FecomercioSP pondera que a criação de vagas temporárias no varejo paulista deve ser maior do que a observada em 2015. Além disso, segundo a Entidade, as perspectivas mais positivas para a economia no ano que vem apontam ao menos para uma mínima efetivação de funcionários temporários (FecomercioSP).

Cai o Índice de Medo do Desemprego

O Índice de Medo do Desemprego alcançou 61,2 pontos em setembro, valor 6,7 pontos inferior ao de junho, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). No mesmo período, o Índice de Satisfação com a Vida aumentou 2,5 pontos e alcançou 67 pontos. Mesmo com a queda do medo do desemprego e a melhora da satisfação com a vida, a situação ainda é crítica, observa a CNI. É que o Índice do Medo do Desemprego está 13 pontos acima da média histórica, que é de 48,2 pontos. O Índice de Satisfação com a Vida também continua inferior à média histórica de 70 pontos.
De acordo com a pesquisa, o medo do desemprego é maior entre as pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos. O índice ficou em 66,9 pontos entre os com renda familiar até um salário mínimo e em 67,9 pontos entre os com mais de um e até dois salários mínimos em setembro, valores superiores à média nacional de 61,2 pontos. Entre as pessoas que ganham mais de cinco salários mínimos, o índice foi de 49,8 pontos. O medo do desemprego é maior que a média brasileira entre as pessoas que têm ensino médio. Nesse segmento da população, o indicador foi de 64 pontos em setembro (ABr).