Economia 12 a 16/11/2016

Brasil ainda mantém última posição em ranking econômico

Brasil temproario
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A expectativa futura dos brasileiros é das mais otimistas

A percepção dos brasileiros sobre a economia melhorou dois pontos percentuais em outubro ante o mês anterior e fechou o mês em 9%. A alta, porém, não foi o suficiente para tirar o Brasil da última posição num ranking de 25 países presente no levantamento The Economic Pulse of the World, realizado pela Ipsos mensalmente com 18.064 pessoas.
Desde setembro de 2015 a percepção econômica no Brasil não alcança a marca dos 10%, com exceção de agosto de 2016, mês de definição do processo de impeachment, quando 12% dos entrevistados classificaram a situação econômica atual do país como boa. No mês seguinte, o resultado retraiu e fechou setembro em 7%. A margem de erro é de 3.1 pontos percentuais. O resultado brasileiro é distante da média global de 41% e destoa da taxa dos três países no topo do ranking. Lidera o levantamento a Índia, com 82% dos entrevistados que classificam a situação econômica indiana como boa, seguida por Arábia Saudita (80%) e China (76%).
Apesar do baixo percentual, a expectativa dos brasileiros para a situação econômica local é uma das mais otimistas do ranking. Para 59% dos entrevistados do país, a economia de sua região estará melhor nos próximos seis meses. O resultado é estável no comparado com setembro. Lidera o ranking da expectativa as Filipinas, com 68% dos entrevistados que dizem que a economia local estará mais forte nos próximos meses, seguida por Índia (62%) e Peru (60%). O Brasil está em quarto lugar.

Fonte e mais informações: (www.ipsos.com.br).

Emprego na construção civil recua pelo 24º mês seguido

O nível de emprego no setor da construção civil do país recuou em 1,14% no último mês de setembro sobre agosto, o que representou o corte de 30.823 trabalhadores. No acumulado do ano até setembro, foram suprimidas 225.069 vagas e, em 12 meses, 460.014. Os dados do Ministério do Trabalho referem-se à pesquisa do SindusCon-SP, feita em conjunto com a FGV.
Segundo o levantamento, o setor vem reduzindo as contratações há dois anos e já eliminou, nesse período, 899.913 mil postos de trabalho. Em 2016, pelas estimativas do SindusCon-SP, as dispensas devem atingir 500 mil. Em outubro de 2014, a base de trabalhadores era de 3,57 milhões e caiu para 2,678 milhões. As maiores quedas ocorreram nas empresas relacionadas a obras de acabamento (-1,30%) e imobiliário (1,29%).
Na avaliação do presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, a retomada do emprego só vai ocorrer por meio do reaquecimento da economia e, para isso, serão necessárias medidas estruturais como as reformas tributária e trabalhista, a racionalização das despesas do governo, a diminuição dos juros, a elevação da oferta de crédito e a agilização das concessões e parcerias público-privadas da União, estados e municípios (ABr).

 

 

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