Economia 12/07/2016

Mercado reduz estimativas para inflação e queda no PIB

As estimativas estão distantes do centro da meta de inflação, de 4,5%.
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A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi levemente reduzida ao passar de 7,27% para 7,26%

Essa foi a segunda semana seguida em que houve redução na estimativa. Para 2017, a projeção também caiu, ao passar de 5,43% para 5,40%, no segundo ajuste consecutivo. As projeções fazem parte de pesquisa feita todas as semanas pelo Banco Central (BC).
As estimativas estão distantes do centro da meta de inflação, de 4,5%. O limite superior da meta de inflação é 6,5%, este ano, e 6% em 2017. Portanto, pelas expectativas das instituições financeiras, a inflação vai estourar o teto da meta, este ano. A expectativa das instituições financeiras para a taxa Selic segue em 13,25% ao ano, ao final de 2016, e em 11% ao ano, no fim de 2017.
A estimativa de instituições financeiras para a queda do PIB foi reduzida de 3,35% para 3,30%, neste ano. Para 2017, a estimativa de crescimento é mantida em 1%, há quatro semanas. A projeção para a cotação do dólar foi alterada de R$ 3,46 para R$ 3,40, ao final deste ano, e de R$ 3,70 para 3,55, no fim de 2017 (ABr).

Aumentou a demanda por crédito

De acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, a quantidade de pessoas que buscou crédito em junho de 2016 cresceu 2,1% em relação ao mês de maio. Com este resultado, a demanda do consumidor por crédito fechou o primeiro semestre de 2016 com alta de 3,2% em relação ao primeiro semestre do ano passado.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, apesar de positiva, a alta de 3,2% da demanda do consumidor por crédito no primeiro semestre deste ano denota um enfraquecimento, já que o crescimento registrado no primeiro semestre do ano passado havia sido de 4,8%. Os juros altos, o aumento do desemprego e a confiança deprimida dos consumidores diminuiu o ímpeto dos consumidores a procurar crédito neste primeiro semestre de 2016.
No primeiro semestre de 2016, a demanda do consumidor por crédito avançou 5,7% na Região Sul, 4,4% no Sudeste e 3,7% no Centro-Oeste. Na direção contrária estão as regiões Norte e Nordeste com quedas acumuladas de 2,4% e 0,9% no primeiro semestre de 2016 na comparação com o período de janeiro a junho do ano passado.

 

 

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