Economia 11/08/2016

Produção industrial cresce em nove estados entre maio e junho

Todos os estados tiveram um crescimento acima da média nacional de 1,1%.
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A produção industrial cresceu em nove dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, na passagem de maio para junho deste ano. As maiores altas foram observadas no Rio de Janeiro (5,7%), Santa Catarina (5,4%), Pará (4,9%), Rio Grande do Sul (4,6%) e Paraná (3,5%)

Outros estados que tiveram alta na produção foram Ceará (2%), São Paulo (1,5%), Goiás (1,4%) e Pernambuco (1,2%). Todos os estados tiveram um crescimento acima da média nacional de 1,1% neste tipo de comparação.
Em Minas Gerais, a produção ficou estável. Em quatro locais, houve queda da produção: Espírito Santo (-9,8%), Bahia (-1%), região Nordeste (-0,3%) e Amazonas (-0,3%). O resultado da região Nordeste inclui as produções de Bahia, Pernambuco e Ceará, além de outros seis estados com indústrias menos desenvolvidas.
Nos outros tipos de comparação temporal, o IBGE também avalia o resultado do Mato Grosso, além de 14 locais. Na comparação com junho do ano passado, houve quedas em 11 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Espírito Santo (-27,9%). Houve crescimento em quatro locais, com destaque para Pará (14,7%) e Mato Grosso (12,2%).
No acumulado do ano, houve recuos em 12 locais, com destaque para Espírito Santo (-22,6%), Pernambuco (-17,6%) e Amazonas (-16,8%). Bahia manteve-se estável. Apenas dois locais tiveram alta: Pará (10,3%) e Mato Grosso (11,9%.). No acumulado de 12 meses, 13 locais apresentaram quedas na produção industrial, com destaque para Amazonas (-18,1%), Espírito Santo (-14,4%), Pernambuco (-11,2%) e São Paulo (-11%). Apenas dois estados tiveram crescimento neste tipo de comparação temporal: Pará (5,6%) e Mato Grosso (9%) (ABr).

Alimentos pressionam e inflação volta a subir

Preços dos alimentos pressionaram inflação que passou de 0,35% para 0,52% de junho para julho.
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Os preços dos alimentos continuaram a pressionar a inflação. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, voltou a subir ao passar de 0,35% para 0,52% entre junho e julho, uma alta de 0,17 ponto percentual no período.
Os dados foram divulgados ontem (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que, com a alta de julho, a taxa acumulada nos últimos doze meses (a inflação anualizada) ficou em 8,74%, abaixo, no entanto, dos 8,84% relativos aos doze meses imediatamente anteriores: 0,1 ponto percentual.
Nos primeiros sete meses do ano (janeiro/julho) a inflação medida pelo IPCA acumula alta de 4,96%, resultado também inferior aos 6,83% de igual período de 2015. Neste caso, a queda é bem maior do que a taxa anualizada: 1,87 ponto percentual. Em julho de 2015, o IPCA registrou variação de 0,62% (ABr).

Aumentou o custo da construção civil

O Custo da Construção Civil no país cresceu 0,2% de junho para julho. O dado é do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado ontem (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor do metro quadrado da construção ficou em R$ 1.009,76 em julho, acima dos R$ 1.007,75 de junho.
O Sinapi acumula taxas de inflação de 4,81% no ano e de 6,47% no período de 12 meses, segundo o IBGE. O aumento do custo, de 0,2% em julho, foi puxado pela mão de obra, que ficou 0,54% mais cara e chegou a R$ 481,79 por metro quadrado. Os materiais de construção, por outro lado, ficaram 0,11% mais baratos de junho para julho e passaram a custar R$ 527,97 por metro quadrado.
Entre os estados brasileiros, 20 tiveram alta no custro da construção, com destaque para o Maranhão, com inflação de 2,25%. No Ceará, o custo manteve-se igual nos dois meses. Seis estados tiveram queda no custo, com destaque para Roraima (-0,57%) (ABr).

 

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