Economia 08/10/2019

Mercado espera que 2019 termine com inflação em 3,42%

Instituições financeiras reduziram, pela nona vez seguida, a estimativa para a inflação este ano.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação. Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Segundo pesquisa do Banco Central (BC) feita junto ao mercado financeiro, divulgada todas as segundas-feiras pela internet, a previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, passou de 3,43% para 3,42% em 2019.

Para 2020, a estimativa caiu de 3,79% para 3,78%, na segunda redução seguida. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50%, em 2022. As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 em 4,75% ao ano. Atualmente, a Selic está em 5,5% ao ano. O mercado financeiro não alterou a estimativa para o fim de 2020: 5% ao ano. Para 2021, a expectativa é que a Selic termine o período em 6,50% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão permanece em 7% ao ano.

A previsão para a expansão do PIB é mantida em 0,87% em 2019, há cinco semanas consecutivas. As estimativas para os anos seguintes também não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022. A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, subiu de R$ 3,91 para R$ 3,95.

Ticket médio do presente para o Dia das Crianças sobe 8%

Turismo temporario
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Os brinquedos continuam sendo a principal opção para presentear os pequenos, com 52% das menções. Foto: Pedro Diogo/Reprodução

O ticket médio do presente de Dia das Crianças de 2019 será de R$ 206, representando um aumento de 8% em relação ao valor médio gasto em 2018, de acordo com a Pesquisa Hábitos de Consumo feita pela Boa Vista para o Dia da Crianças, com cerca de 600 consumidores, em todo o país. A alta é superior à inflação de 3,4% no período.

41% dos entrevistados que pretendem comprar presentes neste Dia das Crianças irão gastar o mesmo valor do presente de 2018, ao passo que 40% irão gastar mais em 2019. Por fim, 19% dos consumidores vão comprar um presente mais barato este ano. 55% pretendem pagar o presente à vista e 45% de forma parcelada.

Dentre os que pagarão a compra à vista, 41% utilizarão dinheiro em espécie, 32% no cartão de débito, 19% no cartão de crédito, 8% no carnê ou boleto e 1% com cheque. Já entre os 45% que parcelarão o valor do presente, 93% usarão o cartão de crédito, 6% o carnê ou boleto, 1% o cartão de débito programado.

Conforme o esperado, os brinquedos continuam sendo a principal opção para presentear os pequenos, com 52% das menções. Em segundo lugar ficam os itens de vestuário e calçados, com 22%. Eletrônicos (TV, tablet, videogame, smartphone, etc) foram citados por 16%, enquanto 5% pretendem presentear a criança com opções de entretenimento (cinema, parque, teatro, etc). Livros, CDs e DVDs serão a opção de outros 3%. 2% darão uma viagem de presente a criança. 1% dos entrevistados dará outro tipo de presente não especificado (AI/Boa Vista).

Caixa promove Semana Nacional de Conciliação

Agência Brasil

Até sexta-feira (11), cerca de 120 mil clientes da Caixa Econômica Federal em todo o país, com dívidas cobradas na Justiça, poderão renegociar os débitos. O banco promove a ‘Semana Caixa de Conciliação’, que facilitará a regularização das dívidas com descontos de até 90% para pagamentos à vista. A ação abrange 71 mil pessoas físicas, das quais um quarto poderá quitar dívidas à vista por menos de R$ 1 mil, e 50 mil pessoas jurídicas, das quais mais de 44% poderão pagar à vista com valores inferiores a R$ 10 mil.

Mesmo se o devedor não puder liquidar à vista, a Caixa oferecerá descontos e condições especiais que variam conforme a situação do contrato e o tipo de operação de crédito. A ação tem como objetivo encerrar processos judiciais de maneira conciliatória, extinguindo a ação e possibilitando o resgate do poder de compra e de pagamento.
Após a renegociação, o cliente recuperará a capacidade de pedir crédito no mercado, com a retirada das restrições dos cadastros externos de devedores.

O mutirão de reconciliação faz parte da Campanha Você no Azul, lançada no fim de maio, que pretende renegociar dívidas de até 3 milhões de clientes. As renegociações ocorrerão em todo o país. A campanha oferece várias opções de renegociação aos clientes com débitos em atraso há mais de 360 dias. Até o momento, segundo o banco, foram regularizadas dívidas de 276 mil clientes, totalizando R$ 2,4 bilhões em débitos liquidados.

Receita libera hoje consulta ao quinto lote de restituição do IR

Agência Brasil

A partir das 9 horas de hoje (8), estará disponível para consulta o quinto lote de restituição do IRPF 2019. O lote de restituição inclui também restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2018. O crédito bancário para 2.703.715 contribuintes será realizado no próximo dia 15, totalizando R$ 3,5 bilhões.

Desse total, R$180.177.859,42 referem-se ao quantitativo de contribuintes com preferência: 4.848 contribuintes idosos acima de 80 anos, 32.634 contribuintes entre 60 e 79 anos, 4.281 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave, e 17.056 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Para saber se teve a restituição liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

Indicadores do mercado de trabalho apresentam melhora

Agência Brasil

Os dois indicadores do mercado de trabalho medidos pela Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentaram melhora na passagem em setembro. O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), que busca antecipar tendências do mercado de trabalho, cresceu 0,3 ponto e passou para 87,1 pontos.

O Iaemp, que tem uma escala de zero a 200 pontos, é calculado com base nas expectativas de consumidores e de empresários da indústria e dos serviços. O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), calculado com base na opinião dos consumidores sobre a atual situação da falta de emprego, caiu 0,6 ponto e passou para 92,9 pontos.

O ICD também tem uma escala de zero a 200 pontos, mas, diferentemente do Iaemp, o resultado melhora quando cai e piora quando cresce.

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