Economia 07 e 08/09/2016

Safra de grãos é de 186,4 milhões de toneladas

O trigo manteve o crescimento de produção, mesmo com uma área 14,4% menor.
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A produção brasileira de grãos da safra 2015/16 chegou a 186,4 milhões de toneladas, com uma redução de 10,3% ou 21,4 milhões de toneladas em relação à safra anterior, que foi de 207,8 milhões

Os números estão no 12º e último levantamento da safra 2015/2016 de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com exceção das culturas de inverno e amendoim, houve queda na produção dos demais grãos devido às adversidades climáticas, como estiagens prolongadas e altas temperaturas durante o ciclo.
O trigo, principal cultura de inverno, manteve o crescimento de produção, subindo 11,4% e chegando a 6,2 milhões de toneladas, mesmo com uma área 14,4% menor. A produção da soja, no entanto, encolheu 0,8%, passando de 96,2 para 95,4 milhões de toneladas. O milho total apresentou redução de 20,9%, chegando a cerca de 67 milhões de toneladas. Melhor situação teve a área plantada. Fechamento em 58,3 milhões de hectares, com um aumento de 0,7% ou de 397,1 frente à safra passada.
A soja, que responde por 57,12% da área cultivada do país, foi a grande responsável por esse aumento. O acréscimo é de 3,6%, passando de 32,1 milhões de ha para 33,2 milhões na safra atual. O milho segunda safra também registrou ampliação da área plantada, ganhando 10,3% (984,2 mil ha) e chegando a 10,3 milhões de hectares. Já o milho primeira safra teve perda de área de 12,3%, atingindo 5,4 milhões de hectares. O mesmo ocorreu com o feijão primeira safra, cuja área caiu 7,1%, registrando 978,6 mil hectares (Mapa).

Dia dos Pais não evitou nova queda no comércio

A perda de renda real continua pesando negativamente sobre a atividade varejista.
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De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, houve retração de 0,9% na atividade varejista no país durante o mês de agosto (na comparação com julho). Na comparação com o mesmo mês do ano passado (agosto/15), houve retração de 5,7%. Apesar de ter sido a décima terceira queda consecutiva neste critério de comparação, foi a menor dos últimos 11 meses. No acumulado do ano, até agosto, o comércio varejista registra queda de 7,9% perante o mesmo período do ano passado.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, a perda de renda real, ocasionada pela inflação ainda elevada e pelo aumento das taxas de desemprego no país, e as condições de crédito bastante restritivas, continuam pesando negativamente sobre a atividade varejista nacional, embora os níveis de confiança dos consumidores estejam um pouco melhores do que estavam ao início do ano.
Todas as categorias pesquisas registraram recuo na atividade varejista em agosto. O maior deles foi o tombo de 3,4% no segmento de veículos, motos e peças. O setor de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática recuou 2,2% e o de tecidos vestuário e calçados caiu 1,3%, o mesmo percentual de queda observado pelo segmento de combustíveis e lubrificantes. As menores retrações ocorreram no segmento de material de construção (-0,3%) e no se supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-0,4%) (Serasa).

Economia europeia apresenta sinais de estagnação

Depois do crescimento de 0,5% registrado no primeiro semestre de 2016, a economia europeia cresceu apenas 0,3% no segundo trimestre, informou o instituto de estatísticas europeu, Eurostat, na terça-feira (6). Já quando o assunto são os (ainda) 28 países da União Europeia, o crescimento foi de 0,4% contra 0,5% nos três meses anteriores.
Entre as principais economias, Itália, França e Finlândia apresentaram crescimento zero no período. A Alemanha teve alta de 0,4% no trimestre contra 0,7% nos três meses anteriores. Já Áustria (0,1%) e Grécia e Lituânia (0,2%) tiveram crescimento abaixo da média, enquanto Romênia (1,5%), Hungria (1%), Eslováquia, Polônia e República Tcheva (0,9%) e Espanha (0,8%) apresentaram os melhores resultados do continente.
Na comparação anual, o crescimento do PIB da Europa ficou em 1,6% e da União Europeia em 1,8%, também números menores do que os do primeiro trimestre (1,7% e 1,9%, respectivamente) (ANSA).

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