Economia 07/10/2016

Mercado brasileiro de celulares voltou a crescer

Para os próximos meses, a IDC prevê um mercado ainda aquecido.
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A venda de celulares voltou a crescer no Brasil. Entre os meses de abril e junho, foram comercializados 12.044 milhões de aparelhos, sendo 10.779 smartphones e 1.265 feature phones (aparelhos convencionais, sem sistema operacional)

O crescimento do mercado total foi de 23,1% frente ao primeiro trimestre de 2016. Comparando apenas os smartphones, o aumento foi de 16,6%. Já a venda de feature phones foi 38,4% superior a apresentada nos meses de janeiro, fevereiro e março.
Em relação ao segundo trimestre de 2015, o mercado total ficou apenas 1,7% menor, o de smartphones 4,8% menor e o de feature phones foi superior em 35,1%. Os dados são do estudo IDC Brazil Mobile Phone Tracker Q2, realizado pela IDC Brasil – líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.
“Os feature phones estão reaquecendo o mercado. Em 2015, houve falta de opções de aparelhos desse tipo. Hoje, a oferta é muito maior. Além disso, os celulares convencionais atendem muito bem a demanda das áreas rurais, onde o 3G funciona mal e o 4G ainda não chegou. Neste caso, o investimento menor vale a pena”, conta Diego Silva, analista de pesquisa da IDC Brasil. Para os próximos meses, a IDC prevê um mercado ainda aquecido. De acordo com o analista “devemos ter um segundo semestre com excelente volume de vendas, especialmente durante a Black Friday e o Natal.

Financiamento de veículos tem melhor resultado

O mercado mostra alguma recuperação no início do segundo semestre.
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O mercado de crédito para aquisição de veículos registrou o melhor resultado do ano em agosto. O total de recursos liberados na carteira de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) foi de R$ 7,2 bilhões, volume 9,1% superior ao registrado em julho e 1% maior que o mesmo mês de 2015. Até então, o maior montante foi registrado em março, quando foram concedidos R$ 6,6 bilhões para financiamentos de veículos.
De acordo com balanço divulgado pela Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras, no oitavo mês do ano foram liberados R$ 6,3 bilhões para as pessoas físicas (alta de 8,9% em relação ao mês anterior, mas queda de 0,4% na comparação com o mesmo mês de 2015). Já para as pessoas jurídicas, foram concedidos R$ 896 milhões (crescimento de 10,6% em relação a julho e de 11,7% na comparação com agosto do ano passado).
Apesar de o mercado esboçar alguma recuperação no início do segundo semestre, o volume de negócios ainda reflete o receio do consumidor em investir na compra de um veículo. “As pessoas têm medo de contrair uma dívida e não conseguir quitá-la. É preciso que elas recuperem a sua confiança e renda, além de voltar a ter crédito. Esses são os três pilares que impactam o setor. Enquanto o consumidor não recuperar seu poder de compra, via aumento do nível de emprego e menor taxa de inflação, ele não irá solicitar um crédito de maior valor”, afirma o presidente da entidade, Gilson Carvalho (ANEF).

Safra 2016/2017 poderá aumentar em 15,3%

A estimativa da produção de grãos para a safra 2016/17 poderá ficar entre 210,5 e 214,8 milhões de toneladas. É o que aponta o 1º levantamento da safra para este período, divulgado ontem (6), pela Companhia Nacional de Abastecimento. Com isso, o crescimento poderá ser de até 15,3% em relação à safra anterior 2015/2016, que foi de 207,8 milhões.
O arroz apresenta retomada nas áreas não cultivadas na safra anterior, com uma produção entre 11,6 e 12 milhões de toneladas. Com relação ao feijão primeira safra, o forte incremento de área poderá refletir numa produção de 11,9 a 18,7% superior à safra passada. Já o milho, também primeira safra, deverá ter produção superior à anterior, após três anos consecutivos de queda.
A projeção para a soja é de crescimento de até 6,7 a 9% na produção, podendo atingir de 101,8 a 104 milhões de toneladas. O amendoim deve ter uma produção de 408,8 a 421 mil toneladas, incrementada pelo ganho de área e produtividade. O levantamento também indica um aumento na produção de algodão.
No caso da safra de inverno 2016, o grande destaque é para o trigo, cuja produção deverá ser de 6,3 milhões de toneladas, ou seja, 14,5% superior à safra passada, mesmo tendo sofrido redução de área (Conab).

 

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