Economia 02/10/2019

Metade dos consumidores recorreu ao crédito em agosto

A maior disponibilidade de crédito oferecida pelas instituições financeiras tem levado o consumidor a usar cada vez mais algum tipo de modalidade, seja empréstimo, financiamento, crediário ou cartão de crédito.

O mercado de crédito será mais abundante com taxas de juros menores. Foto: Bárbara Lopes/Ag.O Globo

Dados do Indicador de Uso de Crédito, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), revelam que 49% dos brasileiros recorreram ao crédito em agosto, representando um aumento de 8 p.p na comparação com o mesmo período do ano passado.

Em contrapartida, 51% dos entrevistados disseram não ter utilizado nenhuma modalidade no mês de referência. O Indicador, que busca medir o uso das principais modalidades de crédito pelo consumidor, atingiu de 32,4 pontos em agosto ante 30,8 pontos registrados em julho. A média histórica do indicador é de 28,3 pontos e desde março deste ano, tem se mantido acima dos 30 pontos.

O resultado de agosto representa um avanço de 1,9 pontos percentuais frente a janeiro deste ano e de 4,5 pontos percentuais desde o início da série histórica, em janeiro de 2017. Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, os dados mostram um aumento de 11% em 12 meses na concessão de crédito para o consumidor, chegando a R$ 1,9 trilhão em agosto, o que contribui para o número de pessoas que utilizaram crédito alcançar o maior patamar desde janeiro de 2017.
“Com o cadastro positivo em operação e a expansão da atuação das fintechs, o mercado de crédito deve entrar em um novo momento, o que permitirá crédito mais abundante na economia, com taxas de juros menores“, explica. A principal modalidade de crédito utilizada pelos brasileiros continua sendo o `dinheiro de plástico´, citado por 44% dos consumidores. Em segundo lugar aparece crediário (11%) e em terceiro, empréstimo (8%). Outros 7% mencionaram o cheque especial e 5% os financiamentos (AI/CNDL-SPCBrasil).

Produção industrial brasileira cresceu 0,8%

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A alta foi puxada exclusivamente pelos bens intermediários. Foto: Marcio Melo/Folhapress

Agência Brasil

A produção industrial brasileira cresceu 0,8% na passagem de julho para agosto. Com a alta, a indústria recuperou parte da perda de 0,9% acumulada de maio a julho. O dado é da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada ontem (1º) pelo IBGE. Apesar da alta na comparação com julho, a indústria teve quedas de 2,3% na comparação com agosto do ano passado e de 1,7% tanto no acumulado do ano quanto no acumulado de 12 meses.

A alta da taxa de julho para agosto foi puxada exclusivamente pelos bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo, que cresceram 1,4% no período. Ao mesmo tempo, tiveram queda os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos (-0,4%), os bens de consumo duráveis (-1,8%) e os bens de consumo semi e não duráveis (-0,4%).

Entre as 26 atividades pesquisadas, apenas dez tiveram alta e sustentaram o crescimento médio da indústria, com destaque para as indústrias extrativas, que avançaram 6,6% de julho para agosto. Também tiveram altas os setores de derivados de petróleo e biocombustíveis (3,6%) e de produtos alimentícios (2%). Entre os 16 segmentos em queda, os destaques ficaram com veículos automotores (-3%), artigos de vestuário e acessórios (-7,4%), máquinas e equipamentos (-2,7%) e produtos farmacoquímicos e farmacêuticos
(-4,9%).

Caixa pagou mais de R$ 10 bilhões a optantes por saque do FGTS

Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal já creditou mais de R$ 10 bilhões do FGTS para 24,3 milhões de clientes com poupança ou conta corrente no banco. Os pagamentos do Saque Imediato de até R$ 500 seguem um calendário. Quem nasceu em janeiro, fevereiro, março e abril recebeu primeiro, com a liberação no dia 13 de setembro. Em seguida, no dia 27, foi liberado o saque para os nascidos em maio, junho, julho e agosto.

Em seguida, no dia 9 de outubro, recebem os nascidos em setembro, outubro, novembro e dezembro. Os clientes do banco que não quiserem retirar o dinheiro têm até 30 de abril de 2020 para informar a decisão em um dos canais divulgados pela Caixa: site, Internet Banking ou aplicativo no celular.

Os que não são clientes da Caixa começam a receber no próximo dia 18, no caso dos nascidos em janeiro. Os nascidos em fevereiro terão o saque liberado no dia 25 de outubro. O terceiro grupo será dos nascidos em março, no dia 8 de novembro.

Dia das Crianças: varejo prevê crescimento de 8%

O mês de outubro volta a aquecer o varejo, principalmente, por conta do Dia das Crianças. Segundo a Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), a data comemorada no feriado religioso de Nossa Senhora Aparecida promete movimentar shoppings e aumentar as vendas em até 8% em relação ao ano passado.

Segundo levantamento feito com a rede de lojas Rihappy os brinquedos mais desejados pelas crianças continuam sendo os licenciados e personagens de mídia. Destaque para as bonecas Baby Alive, LOL, Hot Wheels, Marvel, Toy Story, Lucas Neto, Patrulha Canina, PJ Mask, Slime e jogos clássicos de tabuleiro, por exemplo.

“O Dia das Crianças é uma data muito importante para o varejo e o último trimestre do ano é uma excelente oportunidade para os varejistas trabalharem com condições especiais, brindes e ações de relacionamento com o cliente”, airma o diretor da Alshop, Luís Augusto Ildefonso (AI/Alshop).

Confiança empresarial sobe 0,1 ponto em setembro

Agencia Brasil

O Índice de Confiança Empresarial, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou uma alta de 0,1 ponto de agosto para
setembro. Com o resultado, o indicador chegou a 94,1 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. O Índice mede a confiança dos empresários de quatro setores: indústria, serviços, comércio e construção.

Oo Índice de Situação Atual, que mede a confiança atual ficou estável em 91,1 pontos. Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, subiu 0,6 ponto e chegou a 101,6 pontos. De acordo com o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr., a leve alta de 0,1, que pode ser considerada uma estabilidade (em termos estatísticos), reflete “uma percepção ainda desfavorável com relação à situação corrente dos negócios e otimismo moderado com a perspectiva de melhora ao longo dos próximos meses”.

A única alta da confiança de agosto para setembro foi observada entre os empresários do setor de serviços (1,7 ponto). A confiança da indústria manteve-se estável. Já o comércio e a construção tiveram quedas de respectivamente 1,5 e 0,5 ponto.

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