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CNC: apesar da inflação, varejo pode crescer 4,9% em 2021

em Economia
segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Com o avanço da imunização e o aumento da circulação no País, o volume de vendas no varejo cresceu 1,2% em julho, na comparação com o mês anterior. O resultado veio acima da expectativa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), viabilizando o melhor mês do setor em 21 anos, o que levou a entidade a revisar a previsão de crescimento para o ano de 4,5% para 4,9%.

O segmento conseguiu se sobrepor a problemas como a alta da inflação, mas a CNC alerta que o comportamento dos preços poderá agir como um limitador nos próximos meses. “É um setor que não se abala, mostra força e tem conseguido se desenvolver mesmo em períodos de crise. Mas é importante mantermos atenção e equilíbrio diante dos altos preços, como temos sinalizado, o que impacta o comércio diretamente”, lembra o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

O economista da CNC responsável pela análise, Fabio Bentes, destaca que o combate à alta no nível geral de preços por meio da elevação da taxa básica de juros já se faz sentir no custo do crédito ao consumidor final. “A taxa média das operações de crédito para as pessoas físicas atingiu 39% em julho, tendo fechado 2020 a 37% ao ano. Por outro lado, o pagamento do auxílio emergencial e, principalmente, a maior circulação de consumidores deverão viabilizar a continuação da recuperação do setor”, afirma.

Confirmada essa previsão, o economista aponta que o setor registraria seu maior avanço anual desde 2012. Dos segmentos acompanhados pelo IBGE no mês de julho, apenas os ramos de livrarias e papelarias (-5,2%), móveis e eletrodomésticos (-1,4%) e combustíveis e lubrificantes (-0,3%) acusaram perdas reais de faturamento no mês. Sobressaíram as taxas dos segmentos de artigos de usos pessoal e doméstico (+19,1%) e tecidos, vestuário e calçados (+2,8%)
Fonte: Gecom/CNC.