
Ao longo da minha carreira no marketing educacional, percebi que os eventos têm um poder que nenhuma campanha digital é capaz de reproduzir por completo: o poder da presença. Em feiras, workshops ou cerimônias, as pessoas se conectam não apenas a uma instituição, mas a uma experiência. Quando um aluno, professor ou pai participa de um evento educacional marcante, ele leva consigo uma memória afetiva — e é exatamente essa emoção que transforma uma marca em algo vivo. Segundo Schmitt (2011), o marketing de experiência é “a arte de criar sensações e percepções que conectam consumidores à marca de forma emocional e duradoura”. No caso da educação, isso significa transformar cada encontro em um momento de pertencimento.
Nos últimos anos, tenho acompanhado de perto o impacto positivo de eventos bem planejados em escolas e universidades. Feiras de profissões, semanas temáticas, mostras de projetos e cerimônias de premiação vão muito além da divulgação institucional — elas fortalecem o posicionamento da marca. Quando uma instituição investe em criar experiências autênticas, ela comunica seus valores de maneira natural e memorável. Kotler e Keller (2016) lembram que “as marcas mais fortes são aquelas que constroem significado por meio de experiências consistentes”. Em eventos educacionais, cada detalhe — do acolhimento ao conteúdo — fala sobre quem a instituição é e o que ela representa.
Um bom exemplo disso são as ações que unem propósito e emoção. Workshops voltados para inovação, por exemplo, mostram que a escola está conectada ao futuro. Já cerimônias de reconhecimento de alunos e professores reforçam valores como mérito e comunidade. Esses momentos funcionam como capítulos da narrativa da marca, ampliando o alcance do storytelling institucional. Acredito que quando um evento consegue emocionar e inspirar, ele cria vínculos mais fortes do que qualquer anúncio pago.
Organizar eventos educacionais é também um exercício de escuta. É entender o que o público valoriza e transformar isso em experiência. Por isso, defendo que o marketing educacional precisa enxergar os eventos não como despesas, mas como investimentos em relacionamento e reputação. Eles constroem a imagem de marca de forma orgânica e criam multiplicadores — pessoas que se tornam defensoras espontâneas da instituição.
Na minha trajetória, especialmente junto à Full Sail University, testemunhei como eventos podem ser ferramentas poderosas de branding e conexão. Quando o marketing educacional é vivido — e não apenas comunicado —, a marca se torna parte da história das pessoas. E é aí que nasce o verdadeiro valor.
Referências
Kotler, P., & Keller, K. L. (2016). Marketing Management (15th ed.). Upper Saddle River, NJ: Pearson Education.
Schmitt, B. (2011). Experiential Marketing: How to Get Customers to Sense, Feel, Think, Act, and Relate to Your Company and Brands. New York: Free Press.
Com graduação em Arquitetura e Urbanismo, pós graduação em Administração, MBA em Empreendedorismo e Inovação, e Master in Digital Marketing, Carol Olival tem um perfil multidisciplinar e transita com segurança pelos mercados de educação, marketing, vendas e treinamento. Carol operou escolas próprias de inglês por 10 anos, e hoje é Community Outreach Director da Full Sail University, responsável pela criação e manutenção de comunidades internacionais para a universidade através da divulgação das imensas possibilidades que as carreiras na economia criativa oferecem.




