
Sempre acreditei que a comunicação mais poderosa de uma instituição não vem de uma campanha paga, mas da voz dos seus próprios alunos. Pais e futuros estudantes confiam mais em experiências reais do que em qualquer anúncio. Dados da Nielsen (2015) mostram que 83% das pessoas confiam em recomendações de conhecidos acima de qualquer forma de publicidade. No marketing educacional, isso significa que transformar alunos em embaixadores espontâneos é uma das estratégias mais eficazes para gerar credibilidade e engajamento. Na minha trajetória, vi de perto o impacto que depoimentos e histórias genuínas podem ter na decisão de matrícula.
Quando falo em advocacia autêntica, não me refiro a roteiros ou falas ensaiadas. Trata-se de criar experiências positivas que motivem os alunos a compartilhar, de forma natural, como se sentem em relação à escola ou universidade. Como destacam Kumar e Pansari (2016), o engajamento dos alunos com a instituição aumenta a lealdade e a disposição de recomendá-la a outros. Isso pode acontecer em pequenas ações, como incentivar estudantes a registrar seus projetos nas redes sociais, ou em grandes iniciativas, como campanhas de storytelling que valorizem conquistas acadêmicas, esportivas ou culturais. O segredo está em estimular sem forçar, dando protagonismo à comunidade escolar.
Os benefícios dessa abordagem são múltiplos. Primeiro, o alcance orgânico cresce, já que o conteúdo compartilhado pelos alunos circula em suas redes pessoais e gera prova social. Segundo, a imagem institucional ganha autenticidade, porque as famílias reconhecem que são vozes reais, não discursos prontos. Terceiro, o ciclo de captação se fortalece, já que cada novo aluno que se identifica com essas narrativas tende a se engajar da mesma forma. Em outras palavras, criar embaixadores é construir um ciclo virtuoso de comunicação que se retroalimenta.
Acredito também que é papel da escola criar um ambiente que valorize essa participação. Isso passa por reconhecer e celebrar as conquistas dos alunos, dar espaço para sua voz em eventos institucionais e até oferecer plataformas de co-criação em campanhas. Não se trata apenas de marketing, mas de cultura organizacional. Quando o aluno sente que pertence, ele naturalmente se torna defensor da marca. Foi observando práticas assim que compreendi como algumas instituições conseguem criar comunidades sólidas, que resistem até mesmo às mudanças do mercado.
Em conclusão, transformar alunos em embaixadores é mais do que uma estratégia: é um compromisso com a autenticidade. É dar espaço para que vozes reais contem histórias que nenhum roteiro poderia reproduzir. Ao longo da minha experiência, aprendi que a construção de marcas fortes na educação passa por escutar, valorizar e amplificar a experiência do aluno. Essa é uma lição que sigo aplicando e que foi reforçada pela minha formação em ambientes inovadores como a Full Sail University, onde o protagonismo estudantil sempre esteve no centro.
Referências
Kumar, V., & Pansari, A. (2016). Competitive advantage through engagement. Journal of Marketing Research, 53(4), 497–514. https://doi.org/10.1509/jmr.15.0044
Nielsen. (2015). Global trust in advertising: Winning strategies for an evolving media landscape. Nielsen Insights.
Com graduação em Arquitetura e Urbanismo, pós graduação em Administração, MBA em Empreendedorismo e Inovação, e Master in Digital Marketing, Carol Olival tem um perfil multidisciplinar e transita com segurança pelos mercados de educação, marketing, vendas e treinamento. Carol operou escolas próprias de inglês por 10 anos, e hoje é Community Outreach Director da Full Sail University, responsável pela criação e manutenção de comunidades internacionais para a universidade através da divulgação das imensas possibilidades que as carreiras na economia criativa oferecem.




