Sete tendências de desenvolvimento que vão dominar a transformação digital

Maior foco em segurança, adoção mais ampla de low-code para desenvolvedores, plataformas nativas em nuvem e melhor execução entre designers e programadores, as novas tendências visam ajudar as empresas a acelerar seus planos digitais e modernizar suas equipes de desenvolvedores, práticas e ferramentas com foco no aumento das vendas, na redução de custos e melhorias na experiência do cliente.

De acordo com Adeisa Romão, diretora Comercial da OutSystems no Brasil, as tendências têm DevSecOps, integrações lideradas por API, low-code para profissionais, plataformas nativas da nuvem, DesignOps, Universal Observability e PWA-First. “Vemos sete novas tendências surgindo em 2022 que ajudarão as empresas a acelerar seus planos digitais e superar uma crescente crise de desenvolvedores no Brasil.

O país precisa de mais desenvolvedores e engenheiros de software, principalmente por conta da pandemia, que mostrou o tamanho da oportunidade de vendas digitais. Na outra ponta, temos uma crescente crise de desenvolvedores que vai prejudicar as empresas, diminuindo consideravelmente seus planos digitais e aumentando os custos. Ferramentas mais rápidas e mais eficazes, novas plataformas e maior segurança são as principais soluções que precisam ser implementadas”, afirma Adeisa Romão.

“Essa nova realidade exige que os líderes de engenharia de software e desenvolvedores revisem suas premissas para 2022 e façam planos para modernizar suas equipes, práticas e ferramentas para abordar quatro objetivos principais de desenvolvimento, incluindo experiência do desenvolvedor, automação do fluxo de trabalho de desenvolvimento, segurança e conformidade, e implantação e operações”, complementa.

A especialista prevê sete grandes tendências no desenvolvimento de software este ano. Confira:

  1. – Segurança – Continuará sendo a preocupação número 1 dos executivos de TI e das equipes de engenharia de software. Entre um aumento nos ataques de ransomware, a falta de limites claros para os dados organizacionais e o aumento do risco com desenvolvimentos colaborativos com citizen developers, a privacidade dos dados e os requisitos regulatórios estão ameaçados mais do que nunca. Isso levou a um aumento na demanda por DevSecOps, onde os requisitos de segurança e conformidade são validados em todas as etapas do ciclo de vida do desenvolvimento.

Com essa crescente pressão para proteger os ambientes de desenvolvimento contra ameaças à segurança da cadeia de suprimentos e fortalecer os pipelines de entrega de software, estamos vendo CISOs e CIOs gradualmente preferindo criar novos aplicativos web e móveis em plataformas que gerenciam todos os estágios de desenvolvimento e entrega de aplicativos para cada novo app, em vez de depender da natureza não sistemática de diferentes pessoas com práticas distintas de desenvolvimento seguro.

  1. – Integrações Híbridas – De acordo com o The State of SaaS Sprawl em 2021, uma empresa americana tem 254 aplicativos SaaS, mas, em média, apenas 45% destes aplicativos SaaS estão sendo usados regularmente. Além disso, 56% de todos esses apps não foram implantados ou são de propriedade e gerenciados pelo time de TI.

O recente furor para implantar RPA (Robotic Process Automation) em ferramentas antigas sem APIs (Interface de Programação de Aplicações) foi um atalho para sistemas antigos, mas não ideal para a natureza fluida dos negócios digitais que precisam de constantes atualizações. Para isso, as empresas estão aderindo às plataformas low-code que contam com estes recursos buscando agilidade para adequações nas aplicações.

Estamos agora em um estágio em que as organizações precisam, mais do que nunca, conexão em tempo real de seu gerenciamento, governança e auditabilidade para essas múltiplas fontes de dados, e esse processo requer mais ferramentas em integrações híbridas.

  1. – Low-Code para Profissionais – Uma alternativa que se provou eficaz em 2021 foram plataformas low-code que já estão preparadas para as demandas corporativas mais desafiadoras. Na verdade, de acordo com o Quadrante Mágico para Plataformas de Aplicativos Empresariais Low-Code, 70% dos novos aplicativos desenvolvidos por empresas nos EUA usarão tecnologias low-code ou no-code.

O objetivo é que essas tarefas repetitivas, como dependency management, validação de código e automação de compilação de uma aplicação, sejam feitas por uma plataforma para que os desenvolvedores possam se concentrar no próximo passo para inovação em vez de apenas manter as luzes acesas.

  1. – Plataformas Cloud-Native – Ainda no tópico SaaS, a explosão de aplicativos em nuvem está mudando a economia e os tempos de “construir versus comprar”. Isso porque a expansão do SaaS não está apenas explodindo os orçamentos originais, mas também gerando um novo débito técnico: ter que pular entre diversos sistemas é uma experiência ruim, com consequências para os negócios.

Para recuperar a agilidade dos negócios em sistemas corporativos usados por clientes, parceiros e funcionários, as empresas exigem um novo tipo de desenvolvimento de aplicações nativas na nuvem — que tenha um grande alcance, escalável e permita a criação de aplicativos corporativos resilientes e adequados à finalidade de dar mais velocidade para a organização.

Para superar esses desafios, é fundamental que as plataformas de desenvolvimento cloud-native permitam que as equipes de desenvolvimento permaneçam focadas no gerenciamento do fluxo de valor para seus produtos digitais, em vez de esgotar seus talentos de engenharia apenas no gerenciamento de infraestrutura.

  1. – DesignOps – É um trabalho de equipes reduzidas, com a colaboração entre os times de design e desenvolvimento front-end (incluindo repositórios compartilhados, ferramentas e troca de ativos), promovendo a colaboração entre as diferentes áreas de criação de novos app dentro de uma organização e garantindo a consistência da experiência do produto final desde a primeira entrega.

À medida que as organizações são pressionadas a lançar mais produtos digitais ao mesmo tempo em que atendem às metas de adoção do usuário, elas precisam gerenciar o design em escala, minimizando o débito técnico e de UX, trazendo as práticas de DesignOps para o centro do palco.

  1. – Observabilidade – Indo de mãos dadas com o DesignOps, os líderes de engenharia devem investir em observabilidade para hiper-adoção. Combinando a nova observabilidade do comportamento do usuário final com suporte em padrões abertos como Open Telemetry para rastreamento, com planos para expandir seu uso para logs e métricas, mais equipes de produtos digitais terão como objetivo níveis de adoção do usuário que eram historicamente difíceis de alcançar.
  2. – PWA-First – Os Progressive Web Apps (PWAs) combinam as funções de aplicativos nativos e acessibilidade de sites sem envolver as lojas de apps. Assim como os aplicativos nativos, os PWAs podem trabalhar offline, enviar notificações push e acessar o hardware do dispositivo, como câmeras ou GPS.

As experiências do usuário são semelhantes aos apps nativos em dispositivos móveis e desktops, sem problemas de download ou atualização, com grande benefício – eles funcionam bem mesmo quando há pouca conectividade.

Os PWAs ganharão força em 2022 devido à sua conectividade, design resiliente e resistência do usuário. Já havia grandes argumentos técnicos para adotar uma mentalidade PWA-first por desenvolvedores e líderes de software, mas a grande aceleração das experiências digitais está acelerando essa mudança também. – Fonte e outras informações, acesse: (www.outsystems.com).

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