Quadro recessivo impacta arrecadação

A arrecadação de impostos e contribuições ainda sofre o efeito a recessão econômica, afirmou ontem (20) o chefe do Centro de Estudos Tributários da Receita Federal, Claudemir Malaquias.

Os dados mostram que a arrecadação de impostos e contribuições federais chegou a R$ 97,694 bilhões em maio, com queda 0,96% em relação ao mesmo período de 2016. Foi o menor resultado para o mês desde 2010 (R$ 97,523 bilhões).
“Tivemos diversos fatores que contribuíram para o desenvolvimento satisfatório da economia, mas não contribuíram para a arrecadação”, disse Malaquias. Ele destacou que o agronegócio já apresenta expansão, contribuindo para o crescimento do PIB. Mas acrescentou que o setor é “levemente tributado”. “Não é uma carga [tributária] que a gente possa dizer que é igual à dos outros setores.”
Para Malaquias, “grande parte” da produção do agronegócio é voltada para as exportações, que são desoneradas. Além disso, o efeito do agronegócio na economia e na arrecadação leva tempo para aparecer. “Tem efeito quando os produtores adquirem máquinas e equipamentos, quando tem transporte”, disse. Esse efeito vai começar a aparecer levando à melhora na arrecadação. “A partir do segundo semestre, vamos ter resultados bem positivos em relação à receita vinculada ao agronegócio”, ressaltou.
A arrecadação também foi afetada por menores recolhimentos de impostos por instituições financeiras (ABr).

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