Petrobras: política de conteúdo local precisa ser aperfeiçoada

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse ontem (26), que a política de conteúdo local tem problemas e precisa ser aperfeiçoada.

“Somos a favor, mas não achamos razoável que traga a quantidade de problemas que trouxe”, disse o executivo, durante apresentação do novo plano estratégico da companhia na Fiesp. Ele citou que a política de conteúdo local ocasionou atrasos na entrega de equipamento, “com impacto importante para a estatal brasileira de petróleo.
Parente enfatizou que é a favor da política, mas defendeu a necessidade de uma revisão, de modo a “promover uma indústria competitiva nacional e fazer com que ela possa se emancipar e competir a nível internacional”. Também disse ser contra a obrigatoriedade de participação da Petrobras em todos os campos de partilha, ao comentar que, devido à escassez de recursos, a Petrobras não teria condições de desenvolver todos os campos.
O forte crescimento da dívida da Petrobras ao longo dos últimos anos, com o endividamento superando os R$ 132 bilhões, se deu, entre diversos motivos, pelo fato de a empresa praticar preços abaixo da paridade internacional por muitos anos, disse Parente. A meta da companhia é reduzir sua alavancagem de 5,3 vezes, atualmente, para 2,5 vezes até 2018.
Após os cinco anos de seu plano de negócios, para o período de 2017 a 2021, a Petrobras será uma empresa com produção de 3,4 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) considerando Brasil e exterior, disse Parente. “O plano de negócios tem um horizonte inicial de dois anos e concentra os esforços para fazer uma virada na empresa em duas métricas, de segurança e alavancagem”, disse o executivo (AE).

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