Petrobras: ‘depreciar valores’ para vender ativos

O ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, publicou artigo no qual questiona as chances do atual presidente da companhia, Aldemir Bendine, ter sucesso em seu plano de venda de ativos.

No texto, publicado no blog “Diálogo Petroleiro” e replicado por Gabrielli em sua página no Facebook, ele questiona: como é que a Petrobras vai conseguir vender ativos de US$ 15 bilhões até 2016 e mais 32 bilhões até 2019?”.
Gabrielli argumenta que, assim como a Petrobras, outras petroleiras, potenciais interessadas nos bens da estatal, estão com os seus caixas esvaziados, por causa do baixo preço do petróleo, e também colocaram seus bens à venda. A tendência é que a Petrobras deprecie o valor do seu patrimônio. “Nessas circunstâncias, é muito difícil implementar um plano de grande volume de desinvestimento, sem depreciar o valor dos ativos da empresa que vende”, afirmou.
Para quem depende de novos investidores, como a Petrobras, o cenário piorou por conta da crescente campanha contrária ao negócio de combustíveis fósseis, diz ele, citando o caso de um fundo de pensão dos servidores municipais da cidade de Oslo, com mais de US$ 9 bilhões em seu portfólio, que, sob pressão do Partido Verde, decidiu não investir mais em petroleiras. Apenas empresas que apostam na recuperação do preço do petróleo no curto prazo e que pretendem ganhar com a desvalorização das ações das petroleiras e também da depreciação dos seus ativos devem demonstrar interesse no patrimônio da Petrobras, segundo Gabrielli (AE).

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