120 views 6 mins

Os 3 pilares da RPA para a gestão corporativa

em Destaques
quinta-feira, 06 de janeiro de 2022

Rafael Caillet (*)

No Brasil, o quadro de transformação digital tem avançado em um ritmo promissor, sob diversos aspectos. Tem se mostrado cada vez mais comum a presença de empresas disruptivas no mercado, visto o impacto que a presença tecnológica proporciona aos níveis de eficiência, competitividade e segurança.

Hoje, contar com o suporte de soluções inovadoras é mais do que um investimento secundário, pelo contrário, surge como uma medida imprescindível para gestores preocupados com o sucesso de suas operações, independentemente do segmento ou o porte da organização.

Para se ter uma dimensão precisa sobre o tema, em um estudo recente realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), constatou-se que a indústria de tecnologia obteve um crescimento de cerca de 20% durante o período de pandemia de Covid-19, utilizando o ano passado como referência.

Fato é que as adversidades de um momento atípico para o país e o mundo aceleraram, de forma elevada, a adesão digital de inúmeras companhias, com o intuito de corresponder a demandas externas ao controle do meio empresarial.

Com esse plano de fundo de inovação consolidado em nosso país, sem dúvidas, a RPA, ou Automação Robótica de Processos, reúne um conjunto de iniciativas voltadas para quem busca automatizar seus processos, de modo personalizado e com o que há de mais transformador no mercado.

Por isso, partindo do princípio de que essa é uma possibilidade aberta a todos os setores, não se limitando a nenhum segmento em específico, é de suma importância entender o que pode ser aprimorado com a participação da Inteligência Artificial (IA) no cotidiano operacional, bem como seus principais pilares.

  1. Uma nova gestão sobre os dados – Atualmente, lidar com o fluxo de dados pode ser um grande desafio para empresas brasileiras. Com o crescimento e a expansão do negócio, a tendência é de que o volume operacional seja potencializado, exigindo uma resposta rápida e assertiva por parte da estrutura de TI da organização.

Sem uma plataforma capaz de suportar a complexidade de processos e informações movimentadas, a chance de erros ou falhas humanas comprometerem a integridade das operações é aumentada, colocando em risco a saúde financeira e a imagem da empresa.

Com a RPA, o gestor terá a certeza de que todos os dados estarão resguardados por um ambiente digital seguro, intuitivo e de fácil acesso. Além de conceder um novo dinamismo à rotina de trabalho dos profissionais, essa modernização do departamento traz uma harmonia bem-vinda em termos legais, respeitando a integridade exigida por lei. Não por acaso, a LGPD teve sua vigência aplicada no fim de 2020, tornando-se um tópico prioritário para o meio empresarial.

  1. Otimização de processos e redução de custos – Certamente, disrupção e resiliência são termos em evidência no mercado corporativo atual. Como um conjunto de ações a serem implementadas no âmbito interno, são práticas que traduzem com fidelidade o real potencial por trás da inovação.

É necessário ter flexibilidade e prontidão para modificar planejamentos, deixando para trás costumes estáticos e que pouco conversam com os dias atuais. Nesse sentido, a Automação Robótica de Processos abre portas para que atividades morosas sejam superadas, tendo em vista a otimização de procedimentos rotineiros, que agora, ficarão a cargo de ferramentas confiáveis, capazes de simplificar etapas e racionalizar a aplicação de recursos.

Como consequência, será possível fomentar uma cultura de redução de gastos, sempre seguindo o respaldo técnico que é exclusivo à máquina.

  1. A RPA e o protagonismo humano – Com tantos benefícios ligados à automatização, é natural que alguns pré-julgamentos sejam levantados no que diz respeito à participação dos profissionais no dia a dia de trabalho. É importante destacar que a tecnologia chegou para auxiliar e amplificar o protagonismo humano, e não o ofuscar.

Isso também é compatível com a implementação e integração da RPA, que por sua vez, construirá uma infraestrutura funcional, modernizada e capaz de liberar as equipes para tarefas mais estratégicas e subjetivas, que valorizem o capital intelectual dos colaboradores. O resultado é uma empresa amadurecida digitalmente, que visualiza o componente tecnológico como um agente conciliador, em prol de melhores resultados.

Para finalizar, entendo que o primeiro passo para entrar de vez à era digital é compreender, na prática, como essas possibilidades serão refletidas por empresas dos mais diversos tamanhos e segmentos.

A Automação Robótica de Processos é para todos, e com a execução de um projeto robusto, terá todas as condições necessárias para colocar o negócio em um estágio avançado de desenvolvimento e competitividade.

(*) – É fundador e CEO da Oystr (https://www.oystr.com.br/).