Orientações sobre como evitar erros contábeis comuns nas empresas

Seis em cada dez empresas brasileiras recebem notas fiscais com algum tipo de erro tributário. O estudo, divulgado neste ano pela ROIT, primeira fintech contábil do país, mostra como as falhas contábeis prejudicam o desempenho financeiro de milhares de empresas. A maioria dos erros acontece porque uma parte dos empresários enfrenta dificuldades quando o assunto é gestão financeira e contábil.

Com um sistema tributário complexo, o Brasil se perde em um emaranhado de impostos, taxas e contribuições, que somados chegam a 93 tributos em vigor. Os dados apurados pelo Senado Federal evidenciam a dificuldade de se fazer uma gestão contábil eficiente, o que torna o Brasil apenas o 124° no ranking dos países com mais facilidade para fazer negócios, segundo dados do Doing Business 2020.

A gerente executiva contábil e financeira da Fecomércio MG, Luciene Franco, lembra que a contabilidade deve ser tratada como uma área estratégica para o desenvolvimento empresarial. “Esse setor deve ser capaz de subsidiar gestores e empresários na tomada de decisões sobre planejamento tributário e financeiro, questões societárias e sucessórias e precificação de bens e serviços”, afirma.

Para evitar que erros contábeis emperrem o fluxo de caixa, afetem os resultados, atraiam a atenção da autoridade fiscal ou prejudiquem a reputação da empresa, a Fecomércio MG separou algumas dicas para os empresários. Confira:

  1. Separe as finanças. Misturar despesas pessoais e contas da empresa é a porta de entrada para que o empresário pague seus débitos com o dinheiro do negócio. Além disso, ao embaraçá-las, perde-se a chance de tomar crédito para pessoa jurídica, com melhores taxas, em vez de crédito pessoal.
  2. Priorize as atualizações. A desorganização na inserção de lançamentos nos livros contábeis e conciliações de contas, extratos e demonstrativos, seja por falta de tempo ou organização, pode ocasionar em faturas não pagas e na perda da credibilidade junto aos fornecedores.
  3. Faça a conferência dos cálculos. Erros de digitação ou a não revisão das informações podem resultar em uma cadeia de outras falhas. Com isso, crescem as chances de surgirem problemas maiores, que demandam gastos de última hora para equacionar a questão.
  4. Redobre o cuidado com as contas. A desatenção ao lançamento contábil pode gerar de transtornos até o aumento de gastos para a correção dessas informações. Por isso, ao fazer qualquer registro, certifique-se que os valores foram lançados nas contas corretas.
  5. Mantenha documentos organizados. Documentos fiscais, como os recibos, devem ser guardados em qualquer hipótese, pois comprovam a veracidade dos valores declarados e evitam problemas relacionados a trocas de contas, duplicidade e omissão de lançamentos.
  6. Use relatórios para se planejar. Os relatórios são instrumentos de adequação fiscal. No entanto, eles também auxiliam a identificar e solucionar quais pontos necessitam de atenção para que a empresa se organize e tenha um crescimento mais consistente.
  7. Observe as normas fiscais. O descumprimento de regras e prazos, os erros nas entregas de obrigações acessórias à Receita (como notas fiscais) e o risco com problemas jurídicos resulta no aumento de tempo e de gastos desnecessários para se ajustar a essas normas.
  8. Escolha do regime tributário. Estude as especificidades e a conjuntura da sua empresa para determinar o regime tributário mais adequado: Lucro Presumido, Simples Nacional (mais simplificados que o Lucro Real), Lucro Real e o Lucro Arbitrado (geralmente estabelecido pela autoridade fiscal).

Fonte: AI/Fecomércio MG.

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